
Terminou a 45a. edição do Salão internacional do vinho e do destilado, que juntou apaixonados e técnicos do mundo inteiro de 7 a 11 de abril em Verona. Estima-se que mais de 150 mil visitantes participaram dos eventos de degustação e workshops propostos.
Ministros e celebridades também não faltaram, afinal, estamos falando de um evento de vinhos na terra do vinho. A seção da imprensa estava lotada de jornalistas do mundo inteiro, mas os mais estranhos são, sem dúvida, os visitantes japoneses, sempre armados com filmadoras e câmeras fotográficas, capazes de filmar e fotografar qualquer coisa que se mova. Ou não se mova.
Além do vinho, este ano Vinitaly dedicou uma seção à pequena feira do azeite de oliva extra-virgem e da comida. Uma outra novidade foi a boa-vontade de alguns produtores de vinho que hospedaram em seus estandes cervejarias artesanais. O único aspecto negativo desta edição foi a presença de alguns jovens cuja única razão de estarem ali era um copo de bebida grátis, e no final saíram bêbados do evento.

O vinho San Leonardo é considerado um néctar divino, com toque de especiarias, uma elegância absoluta e um fino equilibrio fazem com que esta bebida se torne uma experiência especial .
Continuar lendo: Vinho San Leonardo: o néctar divino com um sabor marcante

Vinhedos fazem parte da paisagem de todo o Noroeste do país desde os penhascos da Ligúria até as encostas íngremes do Vale d’Aosta.
Os melhores vinhos, no entanto, estão no Piemonte, especialmente das montanhas de Langhe, a sudeste de Turim, origem dos dois melhores tintos da Itália: os potentes e já tradicionais Barolo e Barbaresco. Hoje ambos se beneficiam da modernização das técnicas e da renovação do interesse por vinhos de alta qualidade.
Entre os tintos mais leves, que combinam com a cozinha local, estão o Dolcetto e o Barbera. Outra especialidade piemontesa é o vinho espumante, o preferido dos italianos nas comemorações. Quer saber mais sobre vinhos? Acompanhe a série “Itália, território do vinho”.

O vinho tem sido parte de muitos eventos significativos ao longo dos tempos, desde o seu registro em antigos camafeus até protagonizar fatos estranhos, como o primeiro milagre de Jesus, porém uma coisa nos chama a atenção nesta história toda, é o fato de que em quase 8.000 anos de produção de vinho, o princípio como nós o fazemos (refiro-me a fermentação das uvas) e o modo como o consumimos não mudou quase nada.
Historiadores e arqueólogos descobriram o que eles acreditam ser sementes fossilizadas de uva, datada de aproximadamente 10.000 anos, na região da antiga Mesopotâmia. E foi o fato de essas sementes de uvas terem o formato de lagrimas (indicando que as vinhas foram podadas para colheita) que os fez acreditar que essa foi a primeira evidencia real de um antigo cultivo de uvas.
Pinturas nas paredes, que descrevem os egípcios antigos trabalhando em vinhedos, esmagando uvas, e (muito importante) bebendo em jarras de vinho, conhecidas como ânforas, foram descobertas nos primeiros anos de 1.900, por arqueólogos em tumbas egípcias ainda não conhecidas, datadas de 6.000 anos a.C.
Dando um pulo de cerda de 5.000 anos, até o ano 1.000 a.C., graças aos gregos, a indústria do vinho estava em boa forma e por volta de 50 a.C., o Império Romano, fez algumas dos maiores avanços que a indústria do vinho já viu. Plantação organizada, seleção de local especifico, cultivo de variedades individuais, produção de barris, equipamento melhor, e bem no modo romano, grandes quantidades.
Por volta do ano 500, com a queda do Império Romano, teve inicio uma era sombria, muitos vinhedos foram destruídos e passou-se a consumir pouco vinho. Então os mosteiros europeus trouxeram a salvação, com tradições de vinho cuidadosamente preservadas, trazendo de volta dias mais felizes. Os 500 anos seguintes, sob o olhar alerta da Igreja, a produção e o cultivo de uvas foram refinados, com o foco na higiene e no manuseio do vinhedo. No começo de 1.600, o vinho estava de volta no caminho certo e se expandindo rapidamente. Quer saber mais sobre os outros textos da série? Clique aqui.
Dica: “Nos vinhos tintos o amargo e provocado pela oxidação dos taninos.”

Hoje falaremos sobre o conceito “terroir”, palavra de origem francesa, indispensável referimento da viticultura e moeda valiosíssima no jogo do mercado com os produtores de novas áreas vitíferas mundiais, que investiram inicialmente somente nos vinhedos e hoje investem também na marca empresarial.
“Terroir” exprime a mais pura, mas não reproduzível, sinergia criada entre terreno (entendida como composição química e morfológica) e exposição com relação a radiação solar, clima de uma zona, ou mais especificamente no microclima de um lugar em particular. Um exemplo evidente do que falamos é representado pela região italiana do Piemonte, onde impera o “Nebbiolo” na zona de Cuneo, enquanto a poucos quilômetros de distância, na província de Asti, as mais belas expressões surgem da uva “Barbera”.
Descrever empresas (marcas e grifes) e vinhos, histórias e contos mais ou menos técnicos nos apaixona e satisfaz, assim como nos satisfaz descrever o aspecto cultural e humano verdadeiramente, por isso, não deixe de conferir nosso próximo “post” um pouquinho da história do vinho. Para quem chegou agora e não acompanhou os outros posts da série, clique aqui.
Dica: “O bom vinho, como se diz com uma frase feita, é sempre genuíno!”

Uvas são demais! Pense num mundo sem elas… Realmente não da para agüentar essa idéia, mas tente se for capaz. A uva é a estrela dos ingredientes do produto que nos amamos e conhecemos como vinho, as uvas são o principal, e sem elas o produto final não seria vinho.
Todas as variedade de uvas, tinta e branca e na Itália são muitas, tem lá atrás uma origem comum, conhecida como Vitis vinifera, esta espécie caprichosa, produz uvas que são especificamente cultivadas para a produção de vinho. As uvas para vinho, ao contrário das uvas de mesa (aquelas que você come furtivamente no supermercado – sim, eu vi você!) tendem a ser menores, tem a pele mais grossa e contém sementes.
Falando assim parece simples, não? Esqueça, esta é uma criatura complexa e exigente, para quem o sol, o calor, a água, e o local tem um papel crítico, enfim, elas amam o sol, mas não muito, gostam do calor mas, novamente, não de calor demais, elas também amam ficar molhadas, mas não demais, uvas gostam de terra ruim e finalmente, uvas amam ficar altas (mas aqui estamos falando de altitude), e é devido a todas estas exigências que o assunto do nosso próximo post falará sobre o termo: Terroir.
Dica: “Os grandes vinhos são os mais espontâneos, os mais instintivos, os mais verdadeiros!”

Falar em modo sistemático de “Território do Vinho” na Itália é um trabalho enciclopédico, vista a magnitude de variáveis que caracterizam os tantos microclimas da península: solos, altitudes, influência marítima, exposição ao sol, vinhas. Verdadeiramente as combinações são infinitas e nem sempre decifráveis, e muito menos previsível as características dos vinhos resultantes.
Não é por acaso que a Itália seja o único país no mundo em que cada região, ou melhor dizendo, cada estado ou província, possuem peculiaridades enólogas e vinhas que as caracterizam.
O modo mais simples e prático para entender um pouco do assunto, sem pretensão de ser completo, é percorrer a “Bota” de norte a sul e de leste a oeste, área por área, destacando as situações mais interessantes e particulares de um ponto de vista enográfico, percurso que iniciaremos nas próximas postagens.
Dica: “Tente experimentar a maior variedade possível de tipos de vinho nesta nossa vida curta e cheia de ação!”
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Iniciaremos hoje uma série de posts onde exploraremos o fantástico território do vinho italiano. Esta série não é um guia, propriamente dito, mas pretende mostrar de forma simples e agradável como desfrutar e conhecer um pouco deste mundo fascinante e prazeroso.
Percorremos um pouco a base da enologia, aqueles conceitos básicos que muitos talvez gostariam de conhecer, mas que por vezes renunciamos a descobrir, por culpa de alguns especialistas do assunto que usam uma linguagem dirigida somente aos especialistas da área e não a todos nós.
Nas próximas postagens apresentaremos alguns dos vários vinhos italianos. Aqueles ligados à terra, às tradições, aos sabores deste belo país. Experimentaremos o vinho como os italianos o entendem, com todas as suas emoções e a sua poesia através de dicas, sugestões eno-gastronômicas, indicação de instrumentos úteis e informações sobre as principais características dos vinhos produzidos em cada região da Itália.
E aqui vai nossa primeira dica: “Com vinhos não há certo ou errado, apenas preferências pessoais.”
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Brunello di Montalcino foi o primeiro vinho a alcançar a Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG). É um tinto nascido na segunda metade do século XIX por intermédio de Clemente Santi e aperfeiçoado em seguida por seu neto Ferruccio Biondi, que o vinificou com uma seleção de uvas Sangiovese, a mesma que é utilizada para a produção de muitos vinhos toscanos, incluindo o Chianti.
Brunello só pode ser produzido na cidade de Montalcino, um lugar há muito tempo disputado por Florença e Siena e também por causa de seus vinhos muito apreciados desde o século XIII. A colheita da uva ocorre entre setembro e outubro e é totalmente manual. As uvas são geralmente escolhidas entre videiras mais velhas, que segundo a tradição produzem as melhores uvas. O vinho envelhece em barricas de carvalho durante anos e conclui o seu envelhecimento em garrafa.
Considerado um vinho muito durável, pode ser bebido, mesmo depois de 10-20 anos. Especialmente se é muito antigo, recomenda-se abri-lo poucas horas antes de beber para poder oxigenà-lo. As garrafas com idade superior a cinco anos, deverão ser transferidas a um decanter com cuidado para não transferir quaisquer depósitos. Deve ser bebido à temperatura de 18 a 22° e è um excelente vinho para acompanhar pratos a base de carne vermelha, especialmente as de caça.
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Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Reserva, Rosé, Branco, Vermentino, Vin Santo, Morellino, Malvasia, Meatico Ciliegiolo. Aqui está uma amostra dos tipos de vinhos que, até 16 de maio, você pode provar e comprar no MaremmaWineShire, a primeira Mostra de Vinhos da Toscana, que reúne mais de 170 produtores nos novos pavilhões de exposição de Grosseto.
Durante o evento, acontecerão visitas guiadas às vinícolas e degustação de vinhos por especialistas da área, alguns com fama internacional, como Luca Maroni. Hoje sàbado, a praça principal de Grosseto, Piazza Dante, se transforma numa enoteca à ceu aberto, com espaços de degustação para o público.
A feira será uma oportunidade para apresentar o Maremma Toscana Wine Guide, destinado aos entusiastas do vinho, mas também para os turistas e curiosos que querem conhecer as diferentes facetas desta terra tão rica e sugestiva.