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Villa Adriana: diálogos com a antiguidade

Publicado por Gerson

Villa Adriana Dialoghi con l’antico

Um privilégio para qualquer pessoa que gosta de história antiga é poder visitar a Villa Adriana, local dedicado à memória do imperador romano, onde podem ser vistos o Antiquarium del Canopo (foto) no Teatro Marittimo, visitar as Grandi Terme, além de reviver aquela época através dos quadros, das esculturas, desenhos e fotografias de artistas contemporâneos.

Villa Adriana. Dialoghi con l’antico não é uma simples mostra de obras modernas em um local fascinante, mas uma viagem intrigante na história, capaz de fazer renascer as emoções, além de ser o lugar ideal para um passeio nas ruínas romanas, a partir de sexta-feira 8 de abril até domingo 6 de novembro de 2011, todos os dias das 9h ao pôr-do-sol, ao custo de € 10 inteiro, € 6,75 reduzido e, para quem tiver a sorte de estar em Roma de 9 a 17 de abril, pode entrar grátis, pois trata-se da XIII Semana da Cultura.

A mostra leva os visitantes aos pontos mais interessantes desta Villa Romana, com fragmentos de obras antigas, inéditos, fotografias em preto e branco da Villa realizadas pelo fotógrafo Luigi Spina (como aquela acima) e contribuições artísticas de Giovanni Arcangeli, Marco Vinicio Carelli, Paola Crema, Giuseppe De Spagnolis, Antonio Di Palma, Fernando Di Stefano, Andrè Durand, Emilio Farina, Michele Flammia, Luciana Fortini, Elsa Genése, Vittorio Morello, Vincenzo Musardo, Umberto Passeretti, Alessandro Rosato, Vincenzo Rulli, Luigi Spina, Mauro Stacciali, Ivan Theimer, Vito Tongiani e Sergio Unia.

Villa Adriana Dialoghi con l’antico
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Culinária: a história do Espaguete à Carbonara

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Algum tempo atrás já havíamos mostrado a receita do Espaguete à Carbonara. Hoje contaremos a história, que na verdade não é uma só, mas várias hipóteses, de como foi criado o prato. A primeira liga o prato aos “carbinai“, as pessoas que produziam o carvão vegetal nos bosques, mas segundo experts falta fundamentação, porque essas pessoas ficavam meses longe de casa, o que é incompatível com a conservação dos ingredientes, como o ovo, por exemplo.

A segunda hipótese prevê que a carbonara tenha sido inventada por um cozinheiro que fazia parte dos carbonari, um grupo de revolucionários que lutou contra a invasão austríaca no norte da Itália, entre o final do séc. XVIII e a guerra pela independência italiana.

A terceira opção, muito sugestiva aliás, conta que o prato foi criado em 1945 quando os soldados americanos entraram em Roma no final da segunda guerra mundial. Eles pediriam nos restaurantes ovos, bacon e massa. Os chefs romanos, para satisfazê-los, teriam servido o guanciale (um tipo de bacon italiano feito com as bochechas do porco), ovos fritos e espaguete puro, sem temperos e sem gosto. E os soldados teriam, enfim, misturado tudo pra ficar mais saboroso, criando sem querer o avô do célebre prato.

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Hotel Relais Ducale, luxo entre as montanhas do Abruzzo

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hotel relais ducale

O hotel Relais Ducale Spa&Pool está localizado no antigo burgo medieval de Pescocostanzo, encravado entre as montanhas da região de Abruzzo. O local é pequeno mas repleto de fascínio, mobiliado com muito bom gosto.

Dentro do Hotel, ocorre um encontro inigualável entre páginas da história - com detalhes de época únicos e raros - com elemento de design contemporâneos, graças à decoração ao cargo de Tullia Gargiulo e Alberta Saladino. A atmosfera é aquela dos chalés de mais alto nível: uma grande lareira acesa, em meio às cores quentes do bosque transformam a estadia em um conto de uma fadas.

Os 29 quartos são diferentes um do outro, as paredes foram decoradas à mão por Lilli Pagliari e Carlo Salvati, teto solar e tapeçarias exclusivas de Michele D’Aquila. Mas a parte principal do hotel é o centro Spa&Pool: um verdadeiro spa de montanha, com sauna finlandesa, banho turco aromático, duchas vaporizadas, banheira de hidromassagem, sala fitness e uma grande piscina. Imperdível!

hotel relais ducalehotel relais ducalehotel relais ducalehotel relais ducale

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Panoramas da Itália: Arrone

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O burgo de Arrone, na região italiana da Úmbria, é testemunha de boa parte da história da humanidade. Ali foram encontrados inscrições e estátuas do século II a.C., mas a cidade não é somente medieval, é bem mais que isso. É um local onde impera a tríade vida saudável, natureza e boa comida. No Parque do rio Nera, além das cascatas, encontram-se edifícios históricos, como o Castelo de Arrone (séc. IX), ao redor do qual cresceu a cidade, que se mantém intacta.

Moinhos da época romana, templos também romanos e ruínas de locais mais recentes que transformaram-se em objetos da arqueologia industrial, como a mina de linhito fechada em 1958 devido à expansão das novas fontes de energia.

É uma viagem no tempo, literalmente. No território de 40 km quadrados, desde a Cascata dos Mármores até as margens do rio Nera. Uma área colinosa, repleta de verde, cujos 9 distritos - todos também medievais - valem a pena serem conhecidos. Além disso, o ecoturismo é amplamente incentivado, com locais para trekking, rafting, mountain bike. Uma visita boa para a cabeça e para o corpo.



Arrone
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Panoramas da Itália: entre a história e a natureza de Abbateggio

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Com origens que remontam ao ano de 871 d.C., a cidade de Abbateggio, localizada na região de Abruzzo, mescla história e natureza de uma forma única. Possui um pequeno centro histórico, formado por casas feitas de pedra e de uma parte mais recente, do início do século XX. A parte mais antiga é repleta de estradinhas tortuosas e escadarias íngremes que nos levam a belezas naturais incomparáveis.

No centro histórico podemos encontrar: várias igrejas, entre elas a igreja de San Lorenzo Martire, do séc. XV. O Santuario della Madonna dell’Elcina, surge em uma colina rochosa a poucos minutos dali, onde podemos apreciar o Gran Sasso d’Italia, os Montes da Majella e do Morrone, e até o mar Adriático.

O Valle Giumentina representa um dos principais testemunhos da era Paleolítica em Abruzzo. Desde o século passado foram descobertos vários achados arqueológicos, que o tornam um dos principais da região. Os principais sítios arqueológicos são Sant’Agata e Col di Gotte. Além disso, o Valle del Lejo hospeda o projeto “Ecomuseo della Majella”, que oferece aos visitantes a arqueologia das indústrias minerais, a arquitetura rural e pastoral e o ambiente natural. Para finalizar, um belo bosque - Macchia di Abbateggio - que é um dos principais do maciço da Majella, a 960 m de altura.


Abbateggio
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Panoramas da Itália: Castellabate e o Parque Nacional do Cilento e Vallo di Diano

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Continuando a nossa série dos Panoramas mais belos da Itália, hoje apresentamos a vocês a cidade de Castellabate, na região italiana da Campânia. O nome vem do latim Castrum Abbatis - Castelo do Abade - e claramente tem a ver com a construção do castelo ali presente, iniciada pelo abade Costabile Gentilcore em 1123. A cidade fica dentro do Parque Nacional do Cilento e Vallo di Diano, parque instituído em 1991, e hoje chega a 180 mil hectares de belezas naturais incomparáveis. Por causa disso, desde 1998 é Patrimônio da humanidade pela Unesco.

Ao longo de sua história, Castellabate foi sempre liderada por abades, monges e outros religiosos, que protegiam a cidade que cresceu ao redor do castelo. O local porém não foi somente um centro espiritual, mas também econômico e social importante. Por ordens do próprio abade, foi feita uma reforma fundiária e a única coisa que os clérigos pediram em troca foi o empenho à cultivação. Rapidamente o local tornou-se um centro próspero e enriqueceu a cidade com palacetes, igrejas, villas e jardins, até que no século XIX o castelo foi vendido e tornou-se propriedade privada depois de 700 anos.

O centro histórico ainda conserva toda a estrutura urbana medieval, repleta de ruas estreitas, becos, arcos, edifícios e palacetes e casas intercomunicantes feitas de pedra cinza, tudo isso com o mar Tirreno como pano de fundo. A praça é contornada por casas antigas que ressalta esta parte medieval, chegando ao ápice no Castelo, construído logo após um percurso levemente íngreme. A fortaleza que defendia a população dos ataques dos Sarracenos está ainda sólida e imponente. Dali chega-se facilmente à Basílica de Santa Maria de Giulia do século XVI, que em seu interno exibe várias pinturas e esculturas históricas. Imperdível também, além das praias paradisíacas que circundam o borgo, a bela construção em arcos chamada “Porto delle gatte” (Porto das gatas).

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Panoramas da Itália: Bovino

Publicado por Gerson


Não, caro leitor, não se trata de uma criação de gado. Bovino é uma cidadezinha que fica lá na Puglia, no sul da península Itálica, quase fronteira com a região da Campânia. Fundada por antigos povos gregos, mais ou menos uns três séculos antes de Cristo, até ser destruída pelos romanos e rebatizada com o nome de Vibinum. Em seguida foi destruída e reconstruída repetidas vezes, de acordo com novos conquistadores sendo o nobre espanhol Don Giovanni de Guevara, Duque de Bovino, aquele que investiu mais no desenvolvimento local, inclusive arquitetônico.

Durante os séculos, Bovino desempenhou um papel estratégico na ligação entre os mares Tirreno e Adriático. Até hoje podemos admirar a pavimentação com pedras de rio, casas em pedra, palacetes nobres e um impressionante número de portais em pedra, que foram contados em cerca de oitocentos, obras de mestres locais e testemunhos da importância da cidade através dos séculos. Os restos dos muros romanos, os mosaicos, as estatuetas de Hércules e os numerosos achados que se encontram no museu cívico são outras provas da riquíssima história de Bovino.

Como qualquer cidade italiana que se preze, as igrejas abundam. A principal é a Basílica Catedral, cuja fachada gótica foi feita no ano de 1231. No alto de uma de suas colinas, ergue-se o majestoso Castelo (ou palácio) Ducal com a torre normanda do século XI. Ampliado em seguida por Federico II da Suévia, por fim virou lar do Duque de Guevara no século XVII, e até 1961 seus descendentes ainda moravam no local. As residências privadas também são quase todas dotadas de esplêndidos portais, símbolos de potência e orgulho da nobreza local, transformando a cidade em um cartão postal vivo, como demonstram as fotos da nossa galeria.

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Mostra com fotos de Mussolini por Lucien Aigner

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Tem até uma foto de Mussolini que tapa o próprio nariz (mas não se sabe o porquê da sua ação), entre as fotografias mais famosas de Lucien Aigner, um dos pioneiros do fotojornalismo a nível mundial. Foi ele que entre os anos 20 e 30 inventou as ‘foto-histórias’, ou seja, série imagens que tratam de um mesmo tema, acompanhadas de um texto do próprio fotógrafo.

Nascido na antigo Império Austro-Húngaro, onde hoje se encontra a Eslováquia, Aigner (1901 – 1999) teve menos fama que Robert Capa, Henri Cartier-Bresson, Alfred Eisenstaedt ou André Kertész, mas hoje uma mostra no DeCordova Sculpture Park em New England (Usa), curada por Jennifer Uhrhane, dá a devida importância à sua figura.

Fugitivo da guerra na Europa, teve sorte na América dos anos 40. A qualidade visiva das fotografias foi sempre deixada em segundo plano no confronto com os personagens e com o conteúdo. Desfocadas, granuladas, cortadas… não importa muito a qualidade quando você é a única testemunha de um acontecimento.

Photo Credits Lucian Aigner Estate.

In mostra gli scatti di Mussolini di Lucien Aigner
In mostra gli scatti di Mussolini di Lucien AignerIn mostra gli scatti di Mussolini di Lucien AignerIn mostra gli scatti di Mussolini di Lucien AignerIn mostra gli scatti di Mussolini di Lucien Aigner

Panoramas da Itália: Bova, da Grécia antiga à modernidade

Publicado por Gerson


Continuando a série Panoramas da Itália, hoje apresentamos a cidade de Bova (Vùa em grego), na Calábria. É uma localidade que tem origens muito antigas. Segundo a lenda, uma rainha armena teria liderado seu povo até o monte Vùa, cujo nome possui referências à presença de bois, ou seja, um local próprio para a criação de gado.

O local foi abitado desde o período neolítico, quando os homens ainda viviam nas cavernas de Bova. Nos séculos VII-VI a.C., os gregos invadiram o local e sucessivamente moraram ali sarracenos, bizantinos e normandos até que em 1820 Bova começa a fazer parte do Reino de Nápoles e, em seguida, da Itália unificada. Durante a sgunda guerra mundial, a parte mais antiga da cidade foi bombardeada, apagando para sempre uma parte importante da história do mundo.

Dos mirantes de Bova, a 850 metros de altura, pode-se ver o litoral calabrês. Dentre os mais interessantes pontos turísticos, uma Catedral cuja construção original remonta aos primeiros séculos depois de Cristo, passou por diversas reconstruções e reestruturações, mas ainda mantém a áurea da antiguidade: esculturas medievais e escavações arqueológicas são exemplos vivos disso.

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Curiosidades da Itália: a Squadra Azzurra

Publicado por Gerson


A primeira camisa do time nacional italiano, em sua estréia em 1910, era branca porque no momento de decidir a cor resolveram usar aquela do time mais forte no momento, o Pro Vercelli. Em seguida foi substituída pela azul - a famosa azzurra - pois representava a cor dos Savóia, a família real italiana à época.

Até hoje a camisa reserva é branca. Nos dois primeiros jogos do Mundial de 1938, contra Noruega e França, a seleção jogou com camisas negras, a pedido de Benito Mussolini, num ato para afirmar o regime fascista da época. Mas não é só a seleção de futebol que utiliza o azul: quase todos os esportes têm como uniforme a cor da família real, mesmo se a monarquia na Itália foi destituída logo após a segunda guerra mundial.

E falando em futebol, qual a maior diferença entre o estilo brasileiro e o estilo italiano de jogar? Como amante do esporte e peladeiro nas horas vagas (além de palpiteiro como todo bom torcedor), nesse tempo que estou na Itália percebi algumas coisas, que condivido com vocês:

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