
Hermès decidiu conquistar o mercado indiano com seu público feminino, oferecendo um número limitado de saris de luxo para ocasiões especiais. As mulheres indianas até agora vem abusando da moda ocidental, porém para os eventos especiais, como casamentos, elas permanecem solidárias às tradições de usarem vestuário típico, como o tradicional sari.
Os dois modelos propostos pela Hermès, inspirados nos famosos lenços da marca (por sua vez sempre cheios de referências à cultura indiana) custam respectivamente 6.100 dólares e 8.200 dólares; mas se pensamos em um sari como se pensa em um vestido de noiva as cifras deixam de ser tão exorbitantes.
Hermès se aproxima assim de um mercado novo, expandindo-se lentamente em um mercado muito específico.
Via | FT
Esta Ferrari 599 XX está a procura de um proprietário que esteja disposto a pagar 1,32 milhões de euros. Eu só não a compro porque já tenho um modelo igual. Mas tem muita gente que gostaria de adicioná-la à própria coleção pessoal, afinal é um bólido incomparável.
É um carro tão especial que não pode ser usado nas estradas, somente em pistas de corrida. E dizem que é assim que serão as próximas Ferraris, mais velozes do que nunca. E não serão para profissionais com macacões de corrida, mas instrumentos cirúrgicos para os amantes da velocidade, que podem comprar este brinquedinho.
Para se ter uma idéia, possui um um dispositivo batizado de Actiflow System, que atua na aerodinâmica. As rotações alcançam 9000 rpm, com potência de 700 cavalos. O câmbio muda as marchas em apenas 60 milisegundos. Os dispositivos eletrônicos funcionam da melhor maneira possível com a parte mecânica, garantindo um ótimo resultado operativo. Enfim, um sonho para poucos, mas que vale a pena. Eu que o diga…
Foto | Topspeed.com

Lovere, cercada pelas montanhas da Lombardia e pelo lago, parece um grande anfiteatro. Edifícios esplêndidos construídos com muito bom gosto embelezam sobremaneira a piazza del porto, uma das mais belas dos lagos lombardos.
Da piazza, subimos para o centro histórico até chegar na piazza Vittorio Emanuele II, onde vemos o relógio da velha torre cívica. Nesta praça desembocam todas as vielas do burgo medieval. Subindo um pouco mais chega-se à igreja de S. Giorgio, do final do séc. XIV. Ao longo do lago temos o edifício sede da Galleria dell’Accademia di belle arti Tadini, prédio do séc. XIX.
Proseguindo pelo lago, passando por outra praça, subimos novamente até chegar à imponente Basílica de S. Maria in Valvendra, edificada em 1473 e consagrada em 1520, em um período de pujança econômica em Lovere. Repleta de obras de arte, afrescos e esculturas em mármore, é um ótimo exemplo do período renascentista lombardo, com influências venezianas. Paisagem de cartão postal e satisfação garantida, é o que se encontra por aqui.

Enquanto uns festejam, outros choram. Foi assim o fim de semana na Série A do Campeonato Italiano. O Milan, que no último domingo já tinha conquistado o scudetto, dessa vez venceu o Cagliari em casa por 4 x 1 e fez a festa do título. Da mesma forma, o Nápoli conquistou a vaga na Champions League e comemorou como se fosse o verdadeiro campeão. A Inter de Milão, que já tinha a vaga assegurada, agora tenta ganhar a Coppa Italia, última chance de vencer um campeonato nesta temporada.
Na outra ponta da tabela, um desânimo total tomou conta da metade azul de Gênova: a Sampdoria caiu para a série B, depois de mais uma derrota. Apesar de faltar uma rodada para o término do campeonato, os dorianos não têm mais chances de escapar da zona de rebaixamento, isto porque o Cesena, concorrente direto, venceu e não pode mais ser alcançado.
Alegria de uns, tristeza de outros. Mas é por essas e outras que o futebol é tão apaixonante, porque é imprevisível. Como torcedor da Sampdoria, espero que tragam novas contratações para o próximo ano e que o time não tenha tanta dependência em somente dois jogadores, como aconteceu este ano com Cassano e Pazzini. Ao Milan, parabéns pelo título, e à Inter de Milão e Nápoli, pela vaga da Champions!

Eis um prato simples e saboroso da tradição culinária italiana, para comer na companhia de amigos e parentes.
Os ingredientes para 4 pessoas são:
- 600 g cordeiro cortado em cubinhos;
- 3 cenouras;
- 100 g de ervilhas;
- 300 g de batatas;
- 100 g de vagem descascada;
- 100 g de beterraba;
- 10 ml de binho branco;
- 50 ml de caldo pronto;
- 1 maço de ervas finas;
- farinha;
- azeite extra-virgem;
- sal e pimenta.
Limpe e lave todas as verduras e as corte em pedacinhos. Passe a carne na farinha e deixe fritar em fogo alto no azeite por 5 minutos. Adicione o vinho até secar pela metade. Adicione os outros ingredientes (exceto a ervilha e a vagem) e deixe por alguns instantes. Adicione o caldo pronto, sal e pimenta e deixe cozinhar por uma hora. Em seguida adicione as ervilhas e a vagem e cozinhe por mais 15 minutos. Buon appetito!
Foto | Flickr

A foto acima retrata Gardone Riviera, a pequena localidade no lago di Garda que concedeu à Lombardia a oportunidade de aparecer pela primeira vez na lista das bandeiras azuis italianas.
Em comparação com o ano passado, o país passou de 117 bandeiras para 125, com as seguintes regiões na liderança: Liguria (17 bandeiras), Toscana e Marche (16), com o mesmo número de bandeiras do ano passado. Já a Sardenha teve um aumento (+3), como também a Sicília (+2), Abruzzo, Calábria, Emília Romanha, Lombardia, todas com +1 em comparação ao ano passado.
Na classificação das províncias, a mais premiada é a de Salerno (11 bandeiras), seguida por Imperia (10), Teramo e Livorno com 7. As melhores performances são de Ragusa (+3) e Olbia (+2).
Foto | Janericloebe.
Um artigo do jornal americano Financial Times classifica a capital italiana como cidade “Lovable” (amável) mas não “Liveable” (vivível), visto a luta com Nova York, Rio de Janeiro, Istambul e Los Angeles. Entre as mais “vivíveis” estão Vancouver, Viena, Genebra, Zurique e Copenhague. Os parâmetros são baseados na qualidade das instituições políticas, culturais, verde urbano entre outros. “Todas estas determinantes parecem sem sombra de dúvidas coisas boas. Mas o que significam colocadas juntas? Será que Mônaco pode realmente ser um dos melhores lugares ao mundo pra viver? Mesmo num domingo à tarde?”.
“Estive em Copenhague – afirma no artigo Joel Kotkin, professor de urbanismo “e é bonita. Mas francamente, no segundo dia eu me perguntava o que fazer. Devemos perguntar a nós mesmos: o que torna uma cidade realmente grande? …Descartes dizia que uma cidade grande deve ser um inventário do possível”.
A pergunta que fica é: o que torna Roma grande? Uma pergunta que terá infinitas respostas diversas porque, como conclui o artigo, “as cidades somos nós - nós as criamos dentro de nós mesmos. Nenhuma cidade é a mesma coisa para duas pessoas diferentes, então é impossível tentar compará-las”.

O burgo medieval de Etroubles, entre as montanhas do Valle d’Aosta, merece uma atenção particular. A prefeitura local realizou em 2005 um projeto único na região: “um museu a céu aberto” unindo desta forma a paisagem montanhosa e obras de arte de grande qualidade. São 21 trabalhos assinados por artistas de fama mundial (franceses, suíços, italianos e também locais) que estão expostas 365 dias por ano.
O projeto foi realizado com a colaboração da Fondation Pierre Gianadda e financiado pelo Fondo Sociale Europeo. A cidade ainda é sede de outros dois museus: la latteria e la centralina Bertin. O primeiro conta a história da primeira leiteria do Valle d’Aosta, e o segundo abriga informações sobre a central hidroelétrica criada em 1904.
Além de tudo isso, as montanhas são o fascínio natural desta região, que também é o berço de criação dos cachorros São Bernardo, treinados há séculos para resgatar pessoas em dificuldade nas montanhas. Um lugar imperdível.
Artistas como Caravaggio, Guercino, Lorenzo Lotto, Jusepe de Ribera “Spagnoletto”, Mattia Preti, Domenico Fetti, Andrea Sacchi, estão entre os protagonistas da mostra Vanitas. Lotto, Caravaggio, Guercino na Coleção Doria Pamphilj, noPalazzo di famiglia na via del Corso em Roma.
Uma exibição interessante, pronta para tocar nas mais diversas questões ligadas à Vanitas, com seções temáticas que começam com a representação profana da natureza morta chegando no aspecto espiritual e religioso de obras-primas como o São Jerônimo de Ribera, ou a Madalena de Caravaggio, símbolo da renúncia aos valores efêmeros e da vaidade feminina.
As obras retratam uma profusão de elementos alegóricos: flores, sarcófagos, crânios, relógios, objetos decorativos, livros, que há séculos funcionam como memento mori nas capelas familiares e nas casas. Uma viagem por todas as variações da Vanitas, que convida a glorificar e viver intensamente o presente e aquilo que nos é concedido. De 21 de maio a 25 de setembro de 2011 no suntuoso Palazzo Doria Pamphilj de Roma.
Vanitas. Lotto, Caravaggio, Guercino nella Collezione Doria Pamphilj


Vinte e oito shows em 28 dias, mais uma semana em agosto com entrada franca, repleta de eventos na Arena Civica de Milão. Todos concordam que a edição deste ano é a melhor com artistas mais importantes e nomes fortes da música internacional, de estilos mais variados possíveis: jazz, rap, folk, rock e grupos que atraem bastante os jovens, como Subsonica.
O preço dos ingressos é variável (por exemplo: para assistir Arcade Fire, 41 euros; Cyndi Lauper entre 46 e 69; Ringo Starr entre 46 e 80,50), mas a assessoria informa que a inauguração custará 10 euros e muitos dos shows ficarão entre 20 e 25 euros. “Isso se contar que em agosto teremos eventos gratuitos que serão divulgados na próxima semana”.
Eis o naipe da galera que vem pra cá fazer um sonzinho: Lou Reed, Ringo Star, Paul Simon, Chicago, Erykah Badu, Skunk Anansie, Caro Emerald, Duran Duran, Ben Harper com Robert Plant. E mais os artistas italianos como Afterhours, Lodovico Einaudi, Vinicio Capossela e outros nomes, como os mais alternativos Arcade Fire e Cypress Hill. Continuando o post, toda a programação.
Foto: Gianni, Flickr