Inútil citar o grande Enzo Turco quando, no filme Miséria e Nobreza, explica para o Totó come reconhecer uma boa muçarela: “Se não, desista!” A melhor muçarela de búfala? Fica na região da Campanha, no casertano. Mas em Roma, onde encontrar este produto clássico italiano?
Gargani, na rua Lombardia, é ainda o melhor local em Roma onde é possível encontrar o produto fresco e delicioso. Roscioli, na via dei Giubbonari, é muito valorizado. Estes são os lugares mais refinados no que se trata de compras de alimentos na capital italiana.
Para preços um pouco melhores, é possível tentar na feira das Coppelle, este também não é muito econômico, e pedir para a Leandra. Na rua do Plebiscito, recentemente abriu um ponto de venda chamado Erzinio.
Nos restaurantes é possível encontrar o produto fresco e saboroso no Obika, mozzarella bar. A muçarela de búfala para o italiano em geral é um produto cotidiano, assim como o romano, que prima pela qualidade e procedência.
Tempo de crise e o Natal chegando, então é legal investir em receitas econômicas, como esta da Foccacia italiana.
Ingredientes: 900g de batatas; 220g de farinha de trigo; 100g de cebola, óleo e azeite; sal e pimenta do reino a gosto.
Modo de preparo: antes de tudo cozinhar as batatas. Enquanto isso fazer a massa com a farinha, 100 ml de água, um pouco de sal e 1 colher (de chá) de azeite.
Depois de amassar bem a massa, envolvê-la em papel-filme, e levar a geladeira por 30 minutos. Descascar as batatas, amassar, temperar e juntar a cebola (cozida em água quente por 2 minutos e picada bem fina).
Tirar a massa da geladeira estender e fazer vários círculos de massa, que serão recheados pela metade com o recheio de batatas e depois fechar no formato de meia lua, apertando bem as bordas. Fritar em uma panela com óleo bem quente e servir ainda quentes.
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Com um sabor levemente amargo, sempre crocante, o ‘radicchio’ vermelho é muito usado na Itália nesta época de festas, pois a sua cor combina com o Natal e enfeita de forma alegre os pratos.
Na Itália existem cinco tipos de ‘radicchio’ Igp: o tardio, da cidade de Treviso que é considerado o mais gostoso, tem folhas estreitas e longas. É colhido entre dezembro e fevereiro. Depois tem o precoce de Treviso, que já tem as folhas mais largas e é colhido entre outubro e novembro.
Depois tem o ‘radicchio’ vermelho de Castelfranco, que tem as suas folhas rajadas de amarelo, e com um sabor muito suave. E por fim, as variedades de Chioggia, de forma mais arredondada e o de Verona, parecido com este mas com a forma oval.
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Entre as várias coisas para se fazer na noite de 31 de outubro na Itália, uma é a festa do Halloween oferecida pela Ristocolor de Turim que parece deliciosa e original.
O Ristocolor é um bonde dos transportes de Turim junto com um restaurante, que realiza um tour de duas horas no centro da cidade com saídas da praça Carlina (Carlo Emanuele II) às 21h. O Ristocolor oferece 32 lugares, mas só tem três mesas para duas pessoas, que serão oferecidas aos primeiros casais que telefonarem para reservar.
O cardápio do jantar de Halloween (que deve custar por volta de 50 euros por pessoa) dá direito a um Aperitivo da Bruxa, Abóboras de Hallowen (laranjas recheadas com salada de rabanete, coração de radicchio, latuga, camarões e maionese), Risoto das Bruxas (risoto com abóbora, javali crocante, creme de leite e queijo ralado), Polenta com..dedos (pedaços de polenta crocantes com linguiça e ratatouille de verduras), Torta de Jack O’Lantern (bolo de abóbora, amareti e chocolate), seleção de vinhos brancos e tintos, café e destilados.
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O queijo italiano Asiago, produto DOP de 1978, é produzido na cidade Asiago e região, como a província de Vicenza e Trento, e também parte de Pádua e Treviso. É um queijo duro, com um tempo de fermentação variável.
Existem dois tipos de Asiago: o allevo, que e o mais antigo e o mais próximo aos sabores da tradição, com um gosto de personalidade forte e marcante; e o tipo prensado, com sabores menos marcantes, mais macio e delicado.
Os vinhos que combinam com o primeiro tipo, devido ao seu gosto marcante, são os tintos: um Merlot, para quem quiser ficar na região geográfica, ou um Piave Cabernet. Já para o outro tipo são melhores os brancos ou rosés, como o Biferno Rosato.
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A receita das lulas recheadas, é típica da região da Ligúria. Muito gostosa e nutriente, além de saudável.
Ingredientes: 1 kg de lulas para rechear (médias), 100 g de azeitonas, 2 colheres de alcaparras, 100 g de salsinha, 2-3 dentes de alho, tomatinhos e azeite.
Modo de preparo: limpar as lulas tirando os tentáculos que serão cozidos no vapor. Quando estes estiverem cozidos, bater no mix com as azeitonas, alcaparras e 2/3 da salsinha e alho picados juntos. Quando a mistura estiver bem triturada, rechear as lulas e fechar com um palito de dente. aquecer um fio de azeite em uma panela com bordas altas e refogar os tomatinhos cortados em quatro partes. Quando estiverem murchos, arrumar as lulas e colocar o restante do alho e salsinha picados e deixar cozinhar em fogo baixo por 40-45 minutos.
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Verduras frescas ou cozidas são sinônimo de uma refeição sadia, gostosa e equilibrada. As berinjelas recheadas que sugerimos hoje estão dentro destas categorias.
Ingredientes: berinjelas pequenas, tomates, mussarela, queijo prato, patê de atum, azeite, sal e pimenta vermelha.
Modo de preparo: lavar as berinjelas, cortar a tampa e tirar o miolo. Picar o miolo e refogar na frigideira com um pouco de azeite, uma pitada de sal e um pouco de pimenta. Quando este estiver frio, completar o recheio com os tomates e a mussarela cortados em cubos e o patê de atum. Pegar as berinjelas, untar o interior com um fio de azeite, rechear, cobrir cada uma com uma fatia de queijo prato e colocar no forno.
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Muitas receitas italianas combinam os frutos de mar com legumes, um prato clássico da região da Puglia são os bucatini con frutos do mar e feijões.
Ingredientes para 4 pessoas: 400 g de macarrão bucatini; uma embalagem de mariscos congelados (ou frescos); cerca de 100 g de feijões; alho, azeite, sal e pimenta-do-reino.
Se os mariscos forem frescos, antes de preparar a receita cozinhar em fogo baixo para abrir as conchas, caso forem os congelados, prepar um refogado de azeite e alho e colocar por alguns minutos os mariscos, e para quem gosta pode acrescentar pimenta. Acrescentar os feijões já cozidos, colocar algumas conchas de água da panela do macarrão. Temperar a gosto e deixar cozinhar por cerca de 10 minutos. Colocar este molho no macarrão, acrescentando um fio de azeite e pimenta-do-reino.
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Uma das tradições na Páscoa italiana é o café da manhã da Páscoa, que, em cada região, tem suas particularidades. No caso de Roma temos o ’squaglio’, ou em dialeto local, ’squajo’: é uma bebida quente que faz parte do tradicional banquete da Páscoa, talvez até mais importante que o almoço em família.
Ingredientes: 5 gr de chocolate em pó (de preferência meio-amargo) para cada xícara do ’squaglio’, água fervente a vontade, açúcar, e para completar a gula, chantilly.
Modo de preparo: ferver a água e despejar nas xícaras na qual será derretido o chocolate, nas doses citadas acima. Colocar o açúcar e quem quiser pode acrescentar o chantilly. Para quem quiser que o ’squaglio’ fique mais nutritivo (para alguns pode significar mais gordo) é só substituir a água por leite. E não esqueçam de lamber os beiços!!
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Um trio de ouro da região da Campania, mozzarella, provola e scamorza, são os queijos de leite de búfala mais famosos da Itália. Queijo muito fresco como a mozzarella ou a burrata, antes da era moderna a mozzarella era impossivel de ser conservada e então não podia ser comercializada, era produzida apenas para uso doméstico e era considerada produto secundário em relação a sua versão defumada e curtida, a provola. Por causa disso que o nome mozzarella, é usado para falar de alguém sem personalidade. No dialetto napolitano, o provolone também pode ser usado para apelidar uma pessoa:
t’a cummann’tu miez e furmagg’ ….Pruvulò!!!
te la comandi tu in mezzo ai formaggi …Provolone!!!
Para conhecer melhor os queijos da Campania, aconselhamos uma viagem enogastronômica na Itália, pela estrada da mozzarella (http://www.lestradedellamozzarella.it) que percorre os locais de uma tradição que volta no tempo em pelo menos quinhentos anos, quando apareceu documentada pela primeira vez na mesa do Papa em Roma.
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