
O evento cultural mais esperado do ano chegou aqui na Itália, a XII Semana da Cultura. O MiBAC (Ministério para os bens e atividades culturais) abre gratuitamente, por dez dias, todos o locais públicos de arte, monumentos, museus, áreas arqueológicas, arquivos, bibliotecas e alguns grandes eventos difusos por todo o território italiano.
Mais de 3.000 encontros para todos os gostos, mostras, convenções, aberturas extraordinárias, laboratórios didáticos, visitas guiadas e concertos que fazem ainda mais especiais a experiencia de todos os visitantes.
Uma ocasião imperdível para aproximar-se à maior riqueza da Itália, o seu riquíssimo patrimônio artístico e cultural. Do dia 16 ao dia 25 de Abril. Informações no site do Beni Culturali.

Há algum tempo a casa museu Poldi Pezzoli de Milão encontrou uma fórmula para atrair os jovens nas suas salas: criar aperitivos (eventos com petiscos e bebidas, tipo happy hour) de arte. Então, nas quartas-feiras, 21 e 28 de abril, das 18h às 21h, o museu abre suas portas aos jovens.
Por 8 euros é possível entrar no museu livremente (que nestes dias fechará mais tarde) e tomar uma bebida nas suas salas luxuosas. Além de se ter acesso livre á mostra “Ospiti inaspettati. Case di ieri, Design di oggi” (Hospedes inesperados. Casas de ontem, Design de hoje).
Nos parece uma boa oportunidades para quem por causa do trabalho ou de estudos, não tem tempo livre para visitar a casa museu no horário normal. Além do que, lembramos que existem trabalhos que realmente valem a pena serem conhecidos. Um dele, o famoso “Dama” del Pollaiuolo.

Branca, exatamente como foi concebida por Bernini no século XVII. Os trabalhos de restauração da Piazza San Pietro presentearão os visitantes com algo novo mas ao mesmo tempo, com muito próximo ao projeto original. Com as obras, serão retirados dos corredores de Carlo Magno e Costantino, os braços que ligam a Basílica às colunas e a tinta ocre das paredes, um detalhe que data do século XIX.
A decisão foi tomada após a descoberta de um documento nos Arquivos do Vaticano no qual a vontade de Bernini era muito clara: o famoso arquiteto e escultor queria o branco, não aquele ocre visível a todos os visitantes. Os técnicos fizeram alguns testes e descobriram que embaixo da tinta surge um branco berniniano. Os trabalhos de restauração devem terminar dentro de cinco anos e devem envolver ainda as 140 estátuas e 244 colunas da praça.

O New York Times coloca uma questão muito concreta e cativante: Caravaggio superou Michelangelo?” Foram preciso 5 séculos para que esta superação acontecesse, mas aconteceu.
Ao menos do ponto de vista das publicações científicas, como nos mostra o historiador de arte canadense, Philip Sohm, da Universidade de Toronto. Dos dois Michelangelo da pintura (O nome real de Caravaggio era “Michelangelo Merisi”, e era de um pequeno vilarejo perto de Bergamo: Caravaggio. Antigamente as pessoas mais conhecidas acabavam sendo reconhecidas pelas cidades de onde vinham), Caravaggio hoje já supera seu colega .
Mas, segundo Sohm, não se trata apenas de uma questão de críticos e historiadores, mesmo se o fenômeno da “Caravaggiomania” começou com os italianos Lionello Venturi e Maurizio Calvesi, que durante o século XX fizeram de tudo para mostrar a importância de um mestre quase “condenado” pela história. O público adora as grandes mostras de Caravaggio, independente do tema, e de quais artistas serão colocado ao lado dele.
Isso é que realmente significa estar “a frente de seu tempo”. O não ser clássico em seu próprio tempo.
O Grand Hotel Rimini é uma verdadeira jóia de luxo, um projeto que leva a assinatura do arquieteto sudamericano Paolo Somazzi encomendado pela “Società Milanese Alberghi, Ristoranti e Affini”. A estrutura foi inaugurada em 1908 mas dois anos depois, um incêndio destruiu as duas cúpulas ornamentais que nunca mais foram reconstruídas.
Depois de sofrer danos durante a Segunda Guerra Mundial, o edifício passa por importantes obras de restauração. Federico Fellini foi apaixonado pelo Grand Hotel desde criança, tanto da imortalizá-lo em vários filmes, fazendo com que a fama do hotel de luxo se espalhasse pelo mundo: quem não se lembra de “Amarcord“, onde a atmosfera inimitável e sugestiva da estrutura serve de pano de fundo para algumas das cenas mais significativas.
Ainda hoje os quartos do hotel conservam os ornamentos franceses e venezianos do século XVIII, o mesmo para o parquê e as luminárias venezianas que fazem parte da decoração original. No restaurante, os acabamentos, afrescos e luzes reevocam a mágica atmosfeta do passado. Em 1994, o Grande Hotel de Rimini foi declarado monumanto nacional e vinculado à “Sovrintendenza alle Belle Arti”.
Pelo menos é que o que pensa a Agência Reuters, que publicou uma lista dos hotéis que podem se gabar da quartos com algo a mais, no que diz respeito à atmosfera e decoração romântica.
Uma lista que coloca a Itália ao topo entre os hotéis mais românticos do mundo, graças ao Salviatino , de Florença, seguido no pódium pelo The Standard, de Nova York e do Sal Salis Ningaloo Reef, no Cape Range National Park, na Austrália.
Voltanto ao Salviatino: o centro da cidade e o seu famoso Duomo ficam a apenas 10 minutos de carro e o fascínio de Fiesole, a mágica colina de Florença, dá a sensação de perder-se na pureza da paisagem toscana. Descobrir o refinado conforto das suítes e quartos, cada uma decorada de um modo único e singular, no respeito das características da Villa e do jardim que a cincunda; um mix perfeito de artesanato local e tecnologia moderna. Roupas de cama no autêntico linho toscano, selecionados e realizados à mão com amor pelos artesãos locais. Um lugar onde o luxo não encontra limites para presentear os hóspedes com uma estadia além de qualquer imaginação.
“La Prima Cosa Bella”, a música gravada por Nicola di Bari em 1970, ganhou uma nova versão na voz da ótima cantora Malika Ayane.
A releitura, com uma atmosfera muito mais moderna é a trilha sonora do novo filme de Paolo Virzì, que leva o mesmo nome da canção. “La Prima Cosa Bella” estreiou no dia 15 de janeiro nos cinemas italianos e conta com e Stefania Sandrelli, Claudia Pandolfi, Valerio Mastandrea, Micaela Ramazzotti, Paolo Ruffini, Marco Messeri, Sergio Albelli, Dario Ballantini no elenco. Aqui o trailler do filme.

Os EUA também estão à caça do Leonardo. A prefeitura de Florença fechou um acordo de 250 mil euros com a National Geographic Society, uma das mais prestigiosas sociedades geográficas, para a pesquisa da Batalha de Anghiari, um trabalho do Leonardo que se perdeu.
A história é interessantes: em 1503 Leonardo e Michelangelo se encontraram em Florença para pintarem as paredes do salão municipal do Palazzo Vecchio (duas paredes, de 7×17 metros). Michelangelo, por fim, nunca realizou o seu afresco, já o Leonardo realizou a Batalha de Anghiari.
Apesar das dificuldades técnicas que o Leonardo encontrou, a pintura foi concluída e muitos, como Rubens, reproduziram uma parte (na foto acima, uma reprodução realizada a partir de uma cópia do afresco). Todavia, Giorgio Vasari, foi encarregado de reorganizar a sala, e foi então que o afresco do Leonardo foi perdido.
Em ocasião do IV centenário da morte de Michelangelo Merisi conhecido como Caravaggio as Scuderie del Quirinale hospedarão a partir de 19 de fevereiro uma mostra dedicada apenas ao artista, uma ótima oportunidade para viajar para Roma.
Segundo publicou o site das Scuderie:
A mostra das Scuderie del Quirinale se propõe, como um novo e apaixonado momento de reflexão, uma oportunidade para conhecer a essência da arte do pintor “terrivelmente natural”, o seu revolucionário critério de naturalismo, a sua obstinado, apesar de dialético, respeito pelo verdadeiro, impossível de ser reduzido a simplicidade escolar, solitária na sua grandeza e poesia.
A exposição acontece até 13 de junho e traz obras entre as mais representativas do artista da região da Lombardia como o Bacco da Galeria dos Uffizi de Florença, Davide con la testa di Golia da Galeria Borghese de Roma, I musici do Metropolitan Museum de Nova York, o Suonatore di liuto do Museu do Ermitage de São Petesrburgo, l’Amor vincit omnia do Staatliche Museum de Berlim e outras obras dos mais importantes museus da Itália e do mundo.
Uma pesquisa lançada no Facebook, e não em um jornal esportivo (só pra lembrar a eterna rivalidade), pela célebre Lonely Planet quer saber: melhor a França ou a Itália?
A pesquisa que pelo menos por enquanto, dá a vitória ao Bel Paese com quase 70% dos votos, foi comentada pelo autor Robert Reid (que parece surpreso com o resultado) , em um post no blog de Lonely Planet. Muito interessante as respostas (que você pode ler no blog e não no Facebook) de algumas pessoas - mais ou menos famosas - que atuam no setor do turismo.
Partindo das respostas, podemos notar que o debate gira em torno a dois fatores: as pessoas e a comida. Apenas alguns citam outros termos de comparação, entre elas a quantidade de lugares com o “selo” Unesco em terras italianas. De qualquer forma, ler um comentário do tipo: “Prefiro um prato enorme de espaguete e almôndegas a pernas de rã” ou ainda “a Itália é technicolor, a França é uma foto de uma bailaria em branco e preto” pode dar uma certa satisfação.
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