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Todos os artigos com a tag arqueologia italiana

História viva: Domus Aurea, Casa dos Gladiadores, os mosaicos da Piazza Armerina, as etapas de um colapso da história da Itália

Publicado por Egle


A Villa romana del Casale é um sitio arqueológico de grande importância provavelmente é do século III - IV a.C. e fica na Sicília, na Piazza Armerina. A área está sob tutela da Unesco e é famosa pelos mosaicos coloridos que estão na galeria de fotos. Este preciso bem histórico e arqueológico corre o risco de acabar mal, se transformando em uma atração turística invejada pelo mundo tudo mas sendo mais um exemplo de gestão ruim.

Depois dos desmoronamentos da Domus Aurea e da Casa dos Gladiadores, a Piazza Armerina pode estar no centro de mais um entre vários escândalos na gestão e na restauração dos locais antigos na Itália: os trabalhos nos 3600 metros quadrados de mosaicos começaram em 2007 e deveriam terminar há dois anos. Mas no dia 15 de novembro as escavações serão fechadas totalmente sem perspectiva de quando serão reabertas.

Talvez na primavera e 2011 uma parte da Villa será reaberta, mas não é garantido. Os 18 milhões de fundos europeus conseguidos para a recuperação e a valorização correram o risco de voltar de onde saíram por causa da lerdeza dos trabalhos, causada por motivos muito claros, pelo menos não oficialmente. Enquanto isso um pólo turístico de enorme importância não desenvolve nenhuma função e por anos ninguém pôde admirar este local. Nem quando existem fundos europeus a disposição a Itália consegue valorizar seus tesouros…

Foto | Flickr
Por | La Stampa

História de Roma: o cárcere de São Pedro no Fórum Romano, história ou lenda

Publicado por Egle

Mamertine_Prison

Uma Roma mais misteriosa entre lenda e verdade, provas certas e dúvidas, sacro e profano, parece ter revelado mais uma história milenar após as escavações arqueológicas nas grutas do Cárcere Mamertino ou Túliano (em latim Carcer Tullianum), que fica embaixo da igreja de São Pedro em Cárcere hoje de São José dos Carpinteiros.

Novas escavações em um dos poucos marcos indiscutíveis das construções no Fórum (romano), sobre as pistas da conversão “particularmente rápida” do primeiro cárcere de Roma em um local de culto, e descobertas que recolocam em discussão aquela que por muito tempo pareceu ser apenas uma lenda medieval, e que colocaria entre os personagens ilustres encarcerados nas secretas também Pedro e Paulo, o primeiro Papa de Roma e o seu discípulo.

Com as escavações concluídas e a abertura ao público prevista para hoje (1º de julho), o sítio que está sob a responsabilidade da Opera Romana peregrinações por conta do Vicariato, poderia ser inserido no tour da Roma cristã e apresentado por uma reconstrução virtual das várias fases de transformação do local, desde a época arcaica até a cristã, evidenciadas pela pesquisa realizada pelo órgão especial de arqueologia de Roma.

Foto: Wikimedia

Em Roma, percursos de arqueologia subterrânea

Publicado por Jean Ponchiroli


Serão dez dias para descobrir a Roma subterrânea, mas também para participar de espetáculos de música ao vivo e performances artísticas. Volta este ano na capital italiana, de 28 de maio a 6 de junho, a segunda edição de “Roma nascosta, percorsi di archeologia sotterranea”.

A iniciativa, organizada pela prefeitura de Roma, permitirá visitar, acompanhados de estudiosos e arqueólogos, mais de 40 sítios arqueológicos subterrâneos da capital. Dentre os sítios do percurso estão, os aquedutos “vergine”, o “mitreo do circo Massimo”, o auditório de Mecenate, as casas de São João e São Paulo, escavações sob a basílica de “San Giovanni in Laterano” dentre outros tantos percursos.

Um “grande compromisso cultural“, como definiu o superintendente do departamento cultural da prefeitura, Umberto Broccoli. O evento apenas foi possível, graças a colaboração da Superintendência, da Pontifícia comissão de arqueologia sacra e dos Museus do Vaticano. Informações e agendamentos (obrigatórios) nos sites da Prefeitura ou do Zetema. Ingressos a € 5,00.

História e arqueologia italiana: a cidade etrusca de Marzabotto

Publicado por Egle


A primavera italiana (que está se aproximando) permite descobrir e explorar grandes tesouros, uns mais escondidos, desta terra. O patrimônio artístico e arqueológico da Itália e muito rico e vale a pena ser conhecidos.

Uma proposta interessante se refere a região da Emilia Romagna, onde o Departamento de Arqueologia da Universidade dos Estudos de Bolonha e o Ministério para os Bens Culturais organizam visitas monitoradas para conhecer o Museu Nacional Etrusco Pompeo Aria e os restos estruturais da antiga cidade de Marzabotto, um sítio arqueológico único no panorama dos centros etruscos habitados. Diferente de outras cidades etruscas -como por exemplo a antiga Felsina- aqui o abandono do lugar garantiu a conservação da implantação urbana na sua forma original, o que nos permite até hoje caminhar pela antigas ruas onde percebemos a construção de casas, áreas artesanais e locais sagrados. As margens da cidade ficam duas necrópoles e uma acrópole.

O encontro está marcado em frente a entrada do Museu, no sábado 17 de abril (às 15,30h), domingo 18 (às 10h e às 15,30h) e sábado 24 de abril (às 15,30h).

Roma: a descoberta do salão giratório de Nero

Publicado por Egle


A arqueologia romana continua nos presenteando com descobertas surpreendentes. As escavações no monte Palatino, na região da Vigna Barberini, permitiram descobrir um salão que imitava o movimento da terra rodando dia e noite. Segundo os pesquisadores pode ser a coenatio rotunda descrita por Seutônio na sua obra ‘Vida dos dozes Césares’ (Nero XXXI).

O escritor descreveu aquele prodígio da engenharia assim: “Girava sem parar, dia e noite, em torno dela mesma, como a Terra”, colocado no interior de uma moradia que ia do Palatino até o Esquilino. Uma casa tão grande que era cercada por uma galeria de mil passos de comprimento. “Tudo era coberto de ouro e revestido com pedras preciosas, com conchas e pérolas - anotou Seutônio -; os tetos das salas de jantar eram de placas de marfim e com tubulações, para permitir o lançamento de flores ou perfumes. A sala principal era a redonda, e girava sem parar, dia e noite, nela mesma, como a Terra; nos banheiros fluíam as águas do mar e as de Albula”.

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Dias 27 e 28 de setembro: acontece o evento "Jornadas Européias do Patrimônio 2008"

Publicado por Egle

Giornate Europee del Patrimonio 2008 - Le grandi strade della cultura: viaggio tra i tesori d'Italia

Já há vários anos nesta época, a Itália participa das “Jornadas Européias do Patrimônio“, que neste ano de 2008 propõe o tema “Os grandes caminhos da cultura: viagem pelos tesouros da Itália”, para destacar os caminhos através os quais se desenvolveu a história deste país.

Sábado dia 27 e domingo 28 de setembro, os ingressos são livres (gratuitos) em mais de 1000 lugares, entre museus, galerias, sítios arqueológicos, castelos, palácios históricos, igrejas, bibliotecas e arquivos públicos. A Direção Geral para os Arquivos (DGA), abrirá para o evento as portas de seus institutos em toda Itália.

Pelo segundo ano consecutivo estão envolvidos também os FAI - Fundo para o Ambiente Italiano e asEstradas para a Itália que, com a escolha de mais de 250 bens promovem a vista de locais com paisagens extraordinários, localizados nas proximidades da rede das estradas.

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Ilhas Eólias: um museu submarino em Filicudi

Publicado por Egle



A pequena Filicudi (apenas 9,5 kmq de extensão), uma das Ilhas Eólias, tem no fundo do mar, um pequeno tesouro arqueológico: nove restos de navios gregos e romanos que afundaram na seca do Cabo Graziano, a 75 metros de profundidade. Até hoje o acesso à área marinha era proíbido mas desde o primeiro dia de agosto os mergulhadores com permissão de segundo nível poderão descer até 45 metros acompanhados por guias autorizados. O mapa fornecido não será apenas um papel (impossivel de ser utilizado no fundo do mar…) mas um suporte prático revestido em pvc.

O itinerário, apoiado por sinais que axiliam na orientação, oferece a oportunidade de admirar o “relitto A”, um navio da idade helênica do III ou II sécolo a.C., e também os restos do navio “G” recoberto de areia e que é do século V a.C. e o do “Città di Milano”, uma embarcação da Marinha italiana que afundou em 1919. É possível ver também as asas de um avião, além de várias ânforas, vasilhame e conjunto de ferramentas.

Atualmente apenas especiailstas e profissionais poderão visitar o museu marinho, mas esperamos que em breve, sejam colocadas algumas câmaras de vídeo para parmitir a visão dos restos do Cabo Graziano por Internet, assim como já foi realizado em Cala Gadir, na ilha da Pantelleria (na foto é possível ver a página a partir de uma webcam).