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Curiosidades da Itália: a história da Grappa

Publicado em 04 Mai 2011 por Gerson

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Não é só de vinho que vive a Itália. A grappa (aportuguesado para “graspa”), por exemplo, é a aguardente fabricada na bota, feita com a destilação do bagaço da uva. É uma bebida muito apreciada no mundo inteiro e a origem deste destilado se perde nos séculos medievais.

Diz a lenda que um ignoto legionário romano do século I a.C. teria aprendido a técnica de destilação no Egito, levando-a para a região de Friuli. A primeira documentação da destilação da uva, porém, é do ano 511 d.C. Contudo a produção para o consumo da aguardente foi concebida somente no ano mil pela Scuola Salernitana, que codificou as regras da concentração alcoólica na distilação e prescreveu o emprego para diversas patologias humanas, como remédio, garantindo ao destilado um sucesso que se verifica até no nome: em italiano a aguardente é chamada de acquavite que vem do latim aqua vitae, ou seja, água da vida.

Até o início do século XIX não existia uma distinção tecnológica clara entre os diversos destilados alcoólicos, mas a Itália decidiu seguir uma estrada própria, o que levou à criação de uma bebida com características únicas. O envelhecimento em barris é opcional, sendo que os barris variam a cor e o sabor da bebida conforme o tipo de madeira e, assim como o uísque, quanto mais tempo de maturação, mais fina e cara torna-se a bebida. A palavra grappa deriva provavelmente do piemontês “rapa” ou do lombardo “grapa“, termos que se referem ao bagaço da uva. Na Itália a produção de grappa chega a 33 milhões de garrafas por ano.