O piloto e super campeão italiano de moto Valentino Rossi e a escuderia Ducati anunciaram oficialmente seu casamento.
Uma união (que já foi anunciada várias vezes, e também desmentida) que muda a cara e o conteúdo da MotoGP, gerando grandes expectativas e incertezas, além de várias polêmicas.
Agora o Rossi deixa a moto mais competitiva e campeão do mundo para estacionar em Borgo Panigale, cujas vermelhas venceram apenas um título com Stoner, deixando sempre em muita dificuldade todos os outros pilotos.
Mas hoje, apesar de tudo, a passagem do 9 vezes campeão do Mundo para a casa italiana gera uma reviravolta na história desta competição.
O establishment do mundial de moto, com dificuldade para analisar a crise e apresentar um projeto alternativo, optou por esperar por um milagre: quis este casamentos a “todos os custos”.
Ao menos o que se refere ao marketing e a lógica do esporte/espetáculo/negócios, a negociação é grande, e ultrapassam a fronteira do motociclismo, mesmo sem nenhum sucesso garantido.
Para alcançar este acordo, a Dorna “sacrificou” o mundial de 2010 (“queimado” com a espera do acordo sensacional), a Ducati “sacrificou” o Casey Stoner (o australiano, desiludido com o tratamento recebido,) e de fato já olha para 2011.
A Yamaha perde Valentino mas sai de cabeça erguida: leva para casa o título de MotoGP mesmo sem o Rossi, demonstrando que é a moto que vence e não o piloto e olha para o futuro de forma positiva.
Para Valentino Rossi, extraordinário campeão, é o último desafio em um motociclismo que não pode e não quer ficar órfão deste piloto.
O campeão de Tavullia tem todas as cartas na mão para vencer mais este desafio. Se não der certo, o “doutor” sabe bem que vai culpar.