Logo Cidade Internet

Arte italiana em Roma: a mostra sobre o Futurismo e as Vanguardas

Publicado 25 Fev 2009 por Egle

Comentários dos leitores

La Risata - 1911 - Umberto Boccioni - The Museum of Modern Art, New York - Dono di Herbert e Nannette Rothschild, 1959

As comemorações pelo centenário do movimento Futurista italiano são marcadas por eventos em todo o país. Em Roma no dia 20 deste mês inaugurou o “Futuroma“, que engloba várias manifestações artísticas, inclusive a mostra “Futurismo. Avanguardia-Avanguardie” nas Scuderie del Quirinale, que está fazendo um grande sucesso. Um dado positivo para esta bela mostra tanto pela qualidade das obras, como pela cuidadosa curadoria.

A exposição fica em Roma até o 24 de maio, antes esteve no Centre Georges Pompidou de Paris e depois irá para o Tate Modern de Londres. Três instituições importantes que apresentam a exposição a partir de sua própria ótica, sem desrespeitar os marcos de renovação que são representados pelo Futurismo.

A sede de Roma mantém alguns traços da mostra inaugural francesa, que teve o cuidado de reconstruir a celebre mostra futurista de 1912 na galeria Bernheim-Jeune de Paris, mas destaca as analogias e contrastes, as afinidades e as discordâncias que marcaram no começo do século passado os debates da modernidade.

Futurismo. Avanguardia-Avanguardie - Scuderie del Quirinale - Roma
Stati d'animo III: quelli che restano - 1911 - Umberto Boccioni - The Museum of Modern Art, New York - Dono di Nelson A. Rockfeller, 1979Ciclista - 1913 - Natalya Goncharova - Museo Statale Russo, San PietroburgoLa Rivolto - 1911 - Luigi Russolo - Collezione Gemeentemuseum Den Haag, Paesi Bassi

I funerali dell'anarchico Galli - 1910/1911 - Carlo Carrà - The Museum of Modern Art, New YorkSobbalzi di carrozza - 1911 - Carlo Carrà - The Museum of Modern Art, New York - Dono di Herbert e Nannette Rothschild, 1966Stati d'animo II: quelli che vanno - 1911 - Umberto Boccioni - The Museum of Modern Art, New York - Dono di Nelson A. Rockfeller, 1979Stati d'animo I: gli addii - 1911 - Umberto BoccioniConception Synchromy - 1914 - Stanton Macdonald-Wright - Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Smithsonian institution, Washington D.C. - Dono di Joseph H. Hirshhorn, 1966Cosmic Synchromy - 1914 - Morgan Russell - Munson-Williams-Proctor Arts Institute, Museum of Art, Utica NYJeune femme - 1912 - Jacques Villon - Philadelphia Museum of Art, Filadelfia - The Louise and Walter Arensberg Collection 1950Le Forze di una strada - 1911 - Umberto Boccioni - Osaka City Museum of Modern Art, OsakaRicordi di una notte - 1911 - Luigi Russolo - Collezione Barbara SlifkaNu descendant n.2 - 1912 - Marcel Duchamp - Philadelphia Museum of Art, Filadelfia - The Louise and Walter Arensberg Collection, 1950Danses à la source I - 1912 - Francis Picabia - Philadelphia Museum of Art, Filadelfia - The Louise and Walter Arensberg Collection, 1950Je revois en souvenir ma chère Udnie - 1913/1914 - Francis Picabia - The Museum of Modern Art, New York - Hillman Periodicals Funds, 1954La donna al caffè - Carlo Carrà - Collezione privataDinamismo di un corpo umano - 1913 - Umberto Boccioni - Civiche Raccolte d'Arte, Museo del Novecento, Milano

A mostra está em dois andares do edifício das Scuderie realizada a partir de uma minuciosa pesquisa. Nas cinco primeiras salas do primeiro andar encontramos as obras que se confrontam com o tema das Luzes, dos Estados de ânimo, dos Sons barulhos e odores, dos Tempos e ritmos, das Linhas-força. No segundo andar foram colocadas em paralelo as afirmações estilísticas e filosóficas do futurismo e cubismo sobre a gênese do cubo-futurismo russo, do vorticismo inglês, do sincromismo americano, ou seja, de todas as vanguardas que representaram inovação e ruptura. Além dos valores de Carrà, Boccioni, Balla, Severini, Soffici, são apresentadas também as obras de Picasso, Braque, Malevic, Léger, Picabia, Metzinger, Delaunay e outros.

A mostra é muito bonita, damos destaque à sala dos Estados de ânimo, onde está exposta a obra “I funerali dell’anarchico Galli” de Carrà e a trilogia “Stati d’animo” de Boccioni. Imperdíveis também “La Risata”, “Nuotatrici”, o dinamismo da “Bambina che corre sul balcone” de Balla. E “Idolo moderno”, onde Boccioni pinta o vulto humano de amarelo, vermelho, verde, azul, roxo porque este é o espírito de uma modernidade composta por formas em movimento, linhas sons e cores.

Imagens por | Repubblica

1 stelle2 stelle3 stelle4 stelle5 stelle (nenhum voto)
condividi condividi
0 comentários

Comentários dos leitores

Nenhum comentário escrito.