As comemorações pelo centenário do movimento Futurista italiano são marcadas por eventos em todo o país. Em Roma no dia 20 deste mês inaugurou o “Futuroma“, que engloba várias manifestações artísticas, inclusive a mostra “Futurismo. Avanguardia-Avanguardie” nas Scuderie del Quirinale, que está fazendo um grande sucesso. Um dado positivo para esta bela mostra tanto pela qualidade das obras, como pela cuidadosa curadoria.
A exposição fica em Roma até o 24 de maio, antes esteve no Centre Georges Pompidou de Paris e depois irá para o Tate Modern de Londres. Três instituições importantes que apresentam a exposição a partir de sua própria ótica, sem desrespeitar os marcos de renovação que são representados pelo Futurismo.
A sede de Roma mantém alguns traços da mostra inaugural francesa, que teve o cuidado de reconstruir a celebre mostra futurista de 1912 na galeria Bernheim-Jeune de Paris, mas destaca as analogias e contrastes, as afinidades e as discordâncias que marcaram no começo do século passado os debates da modernidade.
Futurismo. Avanguardia-Avanguardie - Scuderie del Quirinale - Roma



A mostra está em dois andares do edifício das Scuderie realizada a partir de uma minuciosa pesquisa. Nas cinco primeiras salas do primeiro andar encontramos as obras que se confrontam com o tema das Luzes, dos Estados de ânimo, dos Sons barulhos e odores, dos Tempos e ritmos, das Linhas-força. No segundo andar foram colocadas em paralelo as afirmações estilísticas e filosóficas do futurismo e cubismo sobre a gênese do cubo-futurismo russo, do vorticismo inglês, do sincromismo americano, ou seja, de todas as vanguardas que representaram inovação e ruptura. Além dos valores de Carrà, Boccioni, Balla, Severini, Soffici, são apresentadas também as obras de Picasso, Braque, Malevic, Léger, Picabia, Metzinger, Delaunay e outros.
A mostra é muito bonita, damos destaque à sala dos Estados de ânimo, onde está exposta a obra “I funerali dell’anarchico Galli” de Carrà e a trilogia “Stati d’animo” de Boccioni. Imperdíveis também “La Risata”, “Nuotatrici”, o dinamismo da “Bambina che corre sul balcone” de Balla. E “Idolo moderno”, onde Boccioni pinta o vulto humano de amarelo, vermelho, verde, azul, roxo porque este é o espírito de uma modernidade composta por formas em movimento, linhas sons e cores.
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