
Lovere, cercada pelas montanhas da Lombardia e pelo lago, parece um grande anfiteatro. Edifícios esplêndidos construídos com muito bom gosto embelezam sobremaneira a piazza del porto, uma das mais belas dos lagos lombardos.
Da piazza, subimos para o centro histórico até chegar na piazza Vittorio Emanuele II, onde vemos o relógio da velha torre cívica. Nesta praça desembocam todas as vielas do burgo medieval. Subindo um pouco mais chega-se à igreja de S. Giorgio, do final do séc. XIV. Ao longo do lago temos o edifício sede da Galleria dell’Accademia di belle arti Tadini, prédio do séc. XIX.
Proseguindo pelo lago, passando por outra praça, subimos novamente até chegar à imponente Basílica de S. Maria in Valvendra, edificada em 1473 e consagrada em 1520, em um período de pujança econômica em Lovere. Repleta de obras de arte, afrescos e esculturas em mármore, é um ótimo exemplo do período renascentista lombardo, com influências venezianas. Paisagem de cartão postal e satisfação garantida, é o que se encontra por aqui.
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O burgo medieval de Etroubles, entre as montanhas do Valle d’Aosta, merece uma atenção particular. A prefeitura local realizou em 2005 um projeto único na região: “um museu a céu aberto” unindo desta forma a paisagem montanhosa e obras de arte de grande qualidade. São 21 trabalhos assinados por artistas de fama mundial (franceses, suíços, italianos e também locais) que estão expostas 365 dias por ano.
O projeto foi realizado com a colaboração da Fondation Pierre Gianadda e financiado pelo Fondo Sociale Europeo. A cidade ainda é sede de outros dois museus: la latteria e la centralina Bertin. O primeiro conta a história da primeira leiteria do Valle d’Aosta, e o segundo abriga informações sobre a central hidroelétrica criada em 1904.
Além de tudo isso, as montanhas são o fascínio natural desta região, que também é o berço de criação dos cachorros São Bernardo, treinados há séculos para resgatar pessoas em dificuldade nas montanhas. Um lugar imperdível.
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O antigo burgo medieval de Garessio fica aos pés do Monte S.Bernardo. Partindo da Via Cavour encontramos a “Porta Rose”, antiga torre que hoje transformou-se em sede de uma galeria de arte privada. Mais adiante chega-se à Piazza Carrara sede do Palazzo Comunale e de outra torre quadrada com sino e relógio. Na mesma rua, à esquerda, vê-se a Piazza di S.Giovanni e a homônima igreja.
Continuando chega-se ao mercado, à Capela de S. Giacomo e à Torre Clocharium. Daqui por meio de um caminho íngreme encontramos a Torre do Enforcado (torre dell’Impiccato) e as ruínas do Castelo, de onde pode-se admirar um esplêndido panorama. Na metade da Via Cavour pode-se entrar à esquerda na Via Montegrappa e caminhar até a Porta Jhape, de onde já se avista a bela ponte sobre o Rio S. Mauro, de onde pode-se fazer relaxantes caminhadas no bosque.
À direita da ponte encontra-se a mais antiga igreja de Garessio, a medieval S. Maria Extra Moenia, enquanto à direita é a Igreja Paroquial de Maria Vergine Assunta o que chama a atenção. Seguindo ao longo da rua que passa em frente à Igreja Paroquial, chega-se à Porta Liazoliorum, que leva diretamente ao ponto de partida na Piazza Carrara.
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Localizado dentro do Parque Montemarcello–Magra, esconderijo secreto da garça-real-europeia, o burgo de Brugnato fica às margens do rio Vara, na Ligúria. Tudo por aqui começou na primeira metade do século XII, quando foi construída a Catedral.
A devoção popular também valoriza os oratórios locais: no início do burgo, nos arredores da Porta Soprana, fica o Oratório de San Bernardo e é sede da antiga e homônima Confraria; já ao lado da Porta Sottana temos o Oratório dos Santos Rocco e Caterina, cujo belo portal em pedra é a única parte remanescente.
Em 1603 a ordem dos franciscanos foi autorizada a construir um convento em Brugnato. O monastério e a igreja contígua foram terminados em 1635 e em 1843 ambos passaram para as mãos dos Clérigos Descalços chamados de Passionistas. Em uma colina a poucos quilômetros da cidadela encontra-se o Santuário de Nostra Signora dell’Ulivo, mais um dos vários oratórios que os monges da antiga abadia de Brugnato construíram para rezar e fazer ofícios nas horas diurnas, este do século XVII. Mas é principalmente na piazza Maggiore e na piazza San Pietro que percebe-se a atmosfera acolhedora do local e que faz valer a pena a visita. Por fim, resta a ponte sobre o rio Vara, de provável origem romana, que era a ligação entre os montes Apeninos e o mar, ao longo da estrada da Alta Idade Média que ia de Pontremoli a Sestri Levante.

Dentro da parte histórica de Brisighella, um dos locais mais bem conservados da Emília-Romanha, a atmosfera medieval predomina nas ruas, nos becos, nos edifícios majestosos, nas casas, até mesmo nas sombras e nos ângulos escondidos e praças. O coração do burgo é a piazza Marconi, em frente à qual fica o Palazzo Maghinardo, sede da prefeitura, e a Via del Borgo.
A Torre do Relógio foi o primeiro estratagema de defesa, construída em 1290. Reconstruída em 1548, foi danificada diversas vezes e até que em 1850 adquiriu a forma que possui hoje, onde hospeda o Museu do Tempo. Ali perto ergue-se a fortaleza manfrediana, complexo que abrange a Torrione veneziana (séc. XVI) e a Torricina de 1300, edificada por Manfredi di Faenza.
A fortaleza é um belo exemplo da arte militar da Idade Média e atualmente abriga a sede do Museu da Civilização Camponesa. De lá pode-se admirar também um panorama incrível, que chega até a divisa com a Toscana. Várias igrejas datadas dos séculos XV e XVI. Seguindo a estrada que leva a Florença, encontramos a Paróquia de Tho, cujas origens remontam ao século VIII e é um fascinante edifício em estilo românico. Tudo isso em meio à paisagem bucólica transforma esta visita em uma viagem no tempo.
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Os precipícios de Valdarno, entre Florença e Arezzo atraíram a atenção de Leonardo da Vinci, que utilizou-os como paisagem de fundo em vários quadros. Entre os mais fascinantes destacamos Acqua zolfina, perto da estrada panorâmica dos Sette Ponti, da qual pode-se individuar a torre medieval de Castelfranco, rodeada pelas terras erodidas.
Castelfranco di Sopra na verdade foi “criada” pelos florentinos e utilizada como um primeiro sistema de defesa para evitar inimigos que fossem em direção a Florença. Segundo consta, o célebre arquiteto Arnolfo di Cambio teria projetado a cidade. Muita da arquitetura permanece intacta, como o Palazzo Comunale que conserva-se original, inclusive com muitos afrescos internos. Na via Cavour encontramos a Igreja de San Filippo Neri, com a fachada de 1761, embora o prédio tenha sido construído pela primeira vez em 1631.
No final da via Cavour eis que vemos a Torre d’Arnolfo, também chamada de Porta Campana. É a única torre que ainda conserva o escudo de Florença com o Lírio e a data de construção: 1300. O burgo ainda hospeda o complexo monumental da Abadia de San Salvatore a Soffena, constituído de uma igreja, claustro e convento. Em 1090 o monastério foi doado pelo Papa Urbano II aos monges vallombrosani e em 1394 a igreja foi reconstruída com a arquitetura atual, e seu interno é repleto de afrescos das escolas de Siena e Florença, do século XV. Além da história e da arquitetura, a paisagem nos entornos de Castelfranco são dignos de cartão-postal.

Na região de Marche, fechada até os dias de hoje dentro das muralhas medievais e banhada pelo rio Esino, o burgo de Esanatoglia (de “Aesa”, nome da época romana e “Santa Anatolia”, padroeira local), visto do alto, parece ser vigiado pelos sete campanários da cidade. Na parte mais antiga aparece a Paróquia de Santa Anatolia, construída sobre a sepultura da mártir. As Fontes de San Martino, já chamadas também de Fontes de Fuori Porta, representam um exemplo raro de obra hidráulica do século XIV que funciona perfeitamente até hoje.
O Palazzo Varano, atual sede do Município, conserva um quadro interessante, La cacciata dei diavoli da Arezzo (A caçada dos diabos de Arezzo). Já a Igreja de Santa Maria Maddalena possui vários tesouros, entre eles quadros e estátuas. A estrutura urbana de Esanatoglia é mais voltado à cidade que à zona rural, muito embora a agricultura sempre tenha sido a principal economia.
Para entrar na cidade fortificada existiam quatro portas: Panicale, del Mercato, Portella e Sant’Andrea. A Porta del Borgo foi adicionada em uma segunda fase de construção da muralha. Com a Torre de Sant’Andrea, os campanários, os edifícios de origem medieval e renascentistas, os becos, Esanatoglia é um burgo muito pouco conhecido e, por isso mesmo, representa o melhor de Marche. Por não ser muito visitado por turistas, é como entrar em uma cultura virgem, coisa rara na Itália.

A nossa série sobre os panoramas italianos continua, e desta vez desembarcamos no coração da região da Úmbria onde encontramos a cidade de Bettona. Habitada pelo povo etrusco desde o século IV a.C., passou em seguida para a mão dos romanos. O centro histórico é completamente circundado pelas muralhas medievais, ainda intactas, construídas em torno de 1300, quando a cidade fazia parte do domínio clerical.
Entre os monumentos mais antigos encontramos a Igreja de S. Crispolto, construída pelos monges beneditinos no início do séc. XIII. Mas a igreja mais importante é a Collegiata di S. Maria Maggiore, edificada no início do cristianismo, aumentada em 1225 e restaurada no atual estilo neo-clássico entre os anos 1803-1816.
Outros edifícios importantes são o Palazzetto del Podestà, construido em 1371, hoje sede da Pinacoteca Municipal; Palazzo Biancalana, onde será realizado o Museu Arqueológico e o Palazzo Baglioni. Saindo do burgo encontramos a Villa del Boccaglione do séc. XVIII e a igrejinha de S. Quirico. A Abadia de San Crispolto, também fundada pelos mones beneditinos em torno do ano Mil, e onde começou a história atual de Bettona, é hoje propriedade privada.
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Uma visita a Castel Gandolfo, este belo burgo na região do Lácio, pode muito bem começar na via Ercolano: aqui encontram-se os restos da villa do imperador romano Domiciano, em um parque arqueológico. Mais adiante, na mesma rua, encontra-se um complexo que pertenceu aos Jesuítas desde 1667, onde o poeta alemão Goethe foi hospedado em sua segunda viagem à Itália e, em 1963, foi cedido ao Vaticano.
Também em mãos religiosas está a Villa Cybo: a luxuosa residência foi doada para o Papa Clemente XIV em 1772. O Palazzo Del Drago é outra construção que chama a atenção e, dali, chega-se à Piazza della Libertà, com o Palazzo Pontifício ao norte (o antigo castelo da família Gandolfo) e a Igreja de São Tomás de Villanova a leste. Nos andares mais altos do prédio papal, repleto de obras de arte, encontra-se o apartamento do Papa, as salas de serviço e audiência e três capelas.
A leste da piazza della Libertà abre-se a estrada que leva ao mirante do lago Albano. Do outro lado da mesma praça chega-se ao Corso della Repubblica que, depois de atravessar inteiramente o burgo medieval, termina na piazza Cavalletti, de onde chega-se a outro mirante com vista pro mesmo lago e pro Monte Cavo. Além disso jardins, estradas que costeiam o lago e museus arqueológicos completam um local que, se não é o paraíso, talvez esteja bem próximo disso. Não tanto pela relação com a igreja, mas pelas maravilhas que possui.
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O vilarejo de Anversa degli Abruzzi surge a 600 m acima de uma grande rocha, local onde desembocam o rio Sagitário, que escavou os vales ao redor com o passar dos séculos. A visita do centro histórico pode ser iniciada pela Igreja de Sta. Maria delle Grazie (sec. XVI), cujo portal renascentista foi feito em pedra calcárea em 1540, e é o único do gênero em Abruzzo.
Subindo as ruas estreitas que levam até o castelo normando (séc. XII), reduzido a ruínas pelo terremoto de 1706, encontra-se uma fileira de casas construídas em pedra trabalhada com belos portais decorados. A arquitetura é típica dos séculos XVI ao XVIII, quando Anversa era um centro de economia em crescimento e as ricas famílias locais não economizavam em decorar e melhorar suas casa, que também era um sinal de prestígio familiar.
Do castelo chega-se rapidamente ao Belvedere sulle Gole del Sagittario e, percorrendo a via Duca degli Abruzzi, a igreja de S. Marcello se apresenta, em estilo românico (séc. XI) e repleta de esculturas com motivo ornamentais, vegetais e antropomórficos. Não deixe de visitar também a fração de Castrovalva, de frente para o Gole do Sagitário. A galeria abaixo mostra que é imperdível a visita.