Um artigo do jornal americano Financial Times classifica a capital italiana como cidade “Lovable” (amável) mas não “Liveable” (vivível), visto a luta com Nova York, Rio de Janeiro, Istambul e Los Angeles. Entre as mais “vivíveis” estão Vancouver, Viena, Genebra, Zurique e Copenhague. Os parâmetros são baseados na qualidade das instituições políticas, culturais, verde urbano entre outros. “Todas estas determinantes parecem sem sombra de dúvidas coisas boas. Mas o que significam colocadas juntas? Será que Mônaco pode realmente ser um dos melhores lugares ao mundo pra viver? Mesmo num domingo à tarde?”.
“Estive em Copenhague – afirma no artigo Joel Kotkin, professor de urbanismo “e é bonita. Mas francamente, no segundo dia eu me perguntava o que fazer. Devemos perguntar a nós mesmos: o que torna uma cidade realmente grande? …Descartes dizia que uma cidade grande deve ser um inventário do possível”.
A pergunta que fica é: o que torna Roma grande? Uma pergunta que terá infinitas respostas diversas porque, como conclui o artigo, “as cidades somos nós - nós as criamos dentro de nós mesmos. Nenhuma cidade é a mesma coisa para duas pessoas diferentes, então é impossível tentar compará-las”.
O quarto mês do antigo Calendário Romano é o mais amoroso de todos. O nome Abril já diz muita coisa: etimologicamente é uma mistura do verbo aperire (em latim, abrir) para indicar a chegada da primavera, que abre o renascimento da natureza e do grego Aphros, que é o nome da deusa Afrodite, a deusa do amor grego (equivalente a Vênus para os romanos).
No dia primeiro de abril, enquanto nós ficamos mentindo e pregando peças, os romanos tinham Venus Verticordia e Fortuna Virilis, uma festividade dupla dedicada a Vênus e seu companheiro Fortuna Viril.
De 4 a 10, comemorava-se a Magna Mater (Grande Mãe), em honra de Cibele, deusa da natureza, dos animais e dos locais selvagens. Logo em seguida, de 12 a 19, era a vez de Ceres, deusa dos campos, e da fertilidade.
Vinte anos. Foi esse o tempo necessário para completar uma ambiciosa obra de restauração que devolveu à capital italiana não só as antigas arquiteturas como também a flora que enfeitava o corredor das estátuas. Foram recolocadas as plantas e nas fontes a água corre novamente.
Estamos falando da grande obra de recuperação da Casa das Vestais e da Via Nova, que corta os morros do Palatino revelando a Domus Tiberiana. Um local importantíssimo para Roma, visto que o culto à deusa Vesta é um daqueles mais importantes e característicos da história da Roma antiga: Vesta e as suas servas foram, juntamente com os Lares, as divindades protetoras do das casas.
Conduzidas pelo professor Andrea Carandini, presidente do Conselho superior dos Bens Culturais, as escavações são o primeiro de uma série de intervenções que farão o Foro romano voltar a ser cada vez mais acessível a cidadãos e turistas: nos últimos dias de março, em ocasião da grande mostra sobre Nero, será possível percorrer a rampa Domiciana, rever a fonte de Juturna e seu pequeno templo e admirar o templo dos Cástori finalmente restaurado.
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As luzes se acenderam vagarosamente. Mas o resultado foi de tirar o fôlego. O Foro romano iluminado de noite é um espetáculo único no mundo que finalmente tornou-se realidade.
Com 40 projetores em um total de nove monumentos, as luzes ficarão permanentemente acesas meia hora depois do pôr do sol até às duas da madrugada. Os monumentos escolhidos foram os arcos de Settimio Severo e de Tito, os templos de Saturno e de Vespasiano, o pórtico dos Consenti, a coluna de Foca, os templos dos Castori e de Antonino e Faustina.
A previsão é de, no futuro, instalar mais luzes em outros monumentos e também iluminar o caminho para possibilitar visitas noturnas. Enquanto isso não acontece, temos essas belas fotos para apreciar.

Uma pessoa que passeia por Roma, vê o Coliseu e acha que já chegou. Vai conhecer os Fóruns Imperiais e acha que não tem mais nada para fazer, mas em Roma sempre tem alguma coisa para fazer. E damos aqui algumas para esticar o passeio.
Parque de Traiano - Este é fácil, porque fica bem alí. Mas a parte mais famosa, fica em direção a rua Labicana, que pode ser acessada tendo como referência o Coliseu na direita. Se for domingo dá para curtir o campo de futebol onde rola o super divertido campeonato Equatoriano Amazônico. São Clemente - Continuamos da rua Labicana, e entrando na praça de São Clemente, vão encontrar a Basílica com o mesmo nome. Famosa e interessante não tanto por aquilo que fica em cima , mas por aquilo que está embaixo, as escavações que levam a antiga basílica e aos edifícios romanos. E dá para chegar de forma bem fácil também na Basilica dei Santi Quattro Coronati. Igrejas a parte, se tiverem sorte dá para ver um grupo de freiras que oram cantando.
Villa Celimontana - Este parque merece ser conhecido. de vez em quando se encontra uma estátua, ou uma fonte perfeitamente integrada com a natureza e nas lindas trilhas cheias de árvores. Santi Giovanni e Paolo e Casas Romanas de Celio - Aqui as temos duas coisas para conhecer, que ficam uma em cima da outra. Na Basílica, olhando para frente, é interessante ir ver as escavações que ficam na parte direita. Nas Casas Romanas, o museu mais escondido que existe, (fica na esquerda da Basílica), atenção aos horários de visitação.
Continuar lendo: Conhecendo a Itália: 5 coisas para fazer perto do Coliseu (aliás 7)

Na era 2.0, enquanto o real é digitalizado e o virtual assume o posto do tangível, o turismo também muda, agora voltado à exploração de não lugares reconstruidos habilmente. Na capital italiana as visitas personalizadas e os pré-históricos audio-guide foram substituídos por verdadeiras viagens virtuais e interativas, que permitem explorar tanto os mistérios do Aventino quanto os preciosos tesouros artísticos dos Museus Capitolinos, encontrar Michelangelo no jogo Second Life e escutar a voz metalizada do avatar de Júlio César.
Com a precoce alfabetização digital das crianças e idosos cada vez mais tecnológicos, tudo pode ser feito virtualmente, desde a reserva de ingressos ao Coliseu pra escapar da fila e a reconstrução vistual do Foro Romano até a consulta em tempo real aos meios de transporte público. Mas Roma é também a cidade onde tudo é possível, os imprevistos quase fazem parte do pacote de viagem e onde ainda é possível perder-se com tantos instrumentos tecnológicos sujeitos à auto-regulamentação e longe de serem infalíveis como Google Maps.
Em Roma foi criado também o projeto Futouring. Apresentado com sucesso, a representação virtual dos bens culturais do Lácio realizada pela Filas no âmbito do programa Distretto Tecnologico dei Beni Culturali del Lazio (DTC), com um Welcome Centre, cyber hall no coração de Roma concebido para orientar e redistribuir o turismo também fora da capital. Se hoje é assim, o que será que nos espera amanhã? Continuando o post, você vai descobrir…
O Coliseu como nunca antes visto: por fora continua escuro e, apesar das promessas, o início dos trabalhos devem demorar. Mas dentro, depois de 50 anos e uma longa restauração foram abertas finalmente as duas áreas que estavam fechadas desde sempre: o hipogeu, ou seja, as galeiras subterrâneas onde as feras e os gladiadores esperavam a morte, e também o terceiro andar.
Como 06blog tinha antecipado, a inauguração aconteceu dia 14 de outubro. Mas primeiro duas informações: ambos espaços poderão ser visitados em grupos de 25 pessoas guiadas por arqueólogos. Além disso é necessária uma reserva para poder entrar. Dito isso, podemos começar a narração dessa extraordinária visita. O subterrâneo é realmente claustrofóbico e inquietante: nos muros, a mesma umidade de 2000 anos atrás e embaixo da pequena parte coberta é possível imaginar também a escuridão e as emoções a que estavam submetidos os gladiadores um pouco antes de entrar na arena até o V século depois de Cristo. Em alguns locais ainda estão visíveis as guias usadas para fazer entrar na arena leões e tigres no meio de um combate entre gladiadores, por meio de elevadores e aberturas com efeitos dignos de Hollywood.
Uma maravilhosa vista do interno do Coliseu pode ser admirada no terceiro andar, que podemos entrar pela Porta Labitinaria. Trata-se de uma área de 33 metros de altura fechada desde os anos 70. É uma visão extraordinária e quase não se ouve o barulho dos carros, ao contrário do outros andares. Ambos espaços estarão abertos ao público a partir de 19 de outubro.

O Coliseu, símbolo de Roma, a cidade eterna que resistiu a mais do que um incêndio, e leva o nome do Coliseu de Nero, entre os piromaníacos mais famosos de todos os tempos, depois de ter resisitido ao verão super quente volta a pegar fogo.
Por sorte se trata apenas de chamas artísticas e virtuais do Coliseum on Fire, que queimarão o Anfiteatro Flavio com efeitos especiais e uma mega instalação no dia 16 de setembro das 19h30 às 21h, e nos dias 17 até 19 de setembro.
Depois de ter queimado monumentos, museus e igrejas de toda a Europa, inclusive a Fontana di Trevi, as chamas sagradas da arte de City on Fire, dos mestres-piromaníacos da vídeo-instalação Thyra Hilden e Pio Diaz agora vão botar fogo no Coliseu.
Continuar lendo: Roma: Coliseu em chamas com a instalação artística "Coliseum on Fire"

Todos sabemos que os monumentos mais visitados são os que correm mais riscos em sua conservação. A Capela Sistina está em perigo por causa do suor e do pó gerados pelos mais de quatro milhões de visitantes no ano. Umidade e sujeira se acumulam diariamente nos afrescos de Michelangelo e o constante trabalho de limpeza não é suficiente.
A revelação é do professor Antonio Paolucci, diretor dos Museus Vaticanos. Durante um mês foram realizados trabalhos de limpeza durante a noite, que acumularam quilos de pó, cabelos e vários tipos de outras sujeiras. A sujeira tinha coberto os afrescos formando uma casca que se não tivesse sido removida logo, poderia se tornar permanente.
O número de visitantes sempre está aumentando. Já são entre 15 e 20 mil ingressos por dia, um total de 4 milhões por ano. Cada pessoas, que dobra o pescoço par trás para olhar o teto, faz esforço, soa e perde minúsculos fragmentos de matéria orgânica. Se somarmos o fato de que o sistema de ar condicionado tem mais de 20 anos e deveria ser reformado, então entendemos porque ativaram os alarmes para proteger este tesouro da arte italiana do Renascimento.

O maior site do mundo sobre viagens, o Tripadvisor, elegeou uma lista com as 10 atrações mais amadas na Europa. As escolhas se limitaram aos lugares que não precisam de ingresso para erem admiradas.