
Eis um prato simples e saboroso da tradição culinária italiana, para comer na companhia de amigos e parentes.
Os ingredientes para 4 pessoas são:
- 600 g cordeiro cortado em cubinhos;
- 3 cenouras;
- 100 g de ervilhas;
- 300 g de batatas;
- 100 g de vagem descascada;
- 100 g de beterraba;
- 10 ml de binho branco;
- 50 ml de caldo pronto;
- 1 maço de ervas finas;
- farinha;
- azeite extra-virgem;
- sal e pimenta.
Limpe e lave todas as verduras e as corte em pedacinhos. Passe a carne na farinha e deixe fritar em fogo alto no azeite por 5 minutos. Adicione o vinho até secar pela metade. Adicione os outros ingredientes (exceto a ervilha e a vagem) e deixe por alguns instantes. Adicione o caldo pronto, sal e pimenta e deixe cozinhar por uma hora. Em seguida adicione as ervilhas e a vagem e cozinhe por mais 15 minutos. Buon appetito!
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Eis aqui uma receita muito gostosa para a Páscoa, uma boa alternativa pra surpreender a família com uma novidade vinda diretamente da Itália. E mais do que isso, muito gostosa.
Para fazer a torta de Páscoa precisaremos de:
250 g de farinha 00
100 g de açúcar
70 g de manteiga
30 g de açúcar de confeiteiro
20 g de amêndoas sem casca
15 g de fermento fresco
2 ovos
1 limão
1 copo de leite fresco
sal
Amorne o leite e dilua o fermento. Em uma tigela coloque a farinha, o açúcar, ovos, manteiga, sal e o leite com fermento já diluído: amasse bem e crie uma bola com a massa, deixando fermentar por 12 horas. Depois disso, amasse de novo, adicione um pouco de casca de limão ralada, faça novamente uma bola e a coloque no centro de uma forma untada. Deixe fermentar por mais três horas.
Acenda o forno a 220 graus, esparrame tanto as amêndoas como o açúcar de confeiteiro e coloque no forno. Deixe assar por 40 minutos. Sirva fria, e bom apetite!
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Uma vez, em um restaurante em Turim, se não me engano, eu analisava atentamente o cardápio à procura de um pouco de carne, que eu comia somente em ocasiões especiais na Itália devido ao preço salgado. Eis que me deparo com o carpaccio, cujo nome eu já ouvira, mas não imaginava como era, mas sendo carne deveria ser bom. Levei um susto ao ver em meu prato fatias finíssimas de carne crua, repleta de temperos.
Apesar da aparência, é inegável o sabor único desta iguaria italiana. Mas a origem do prato poucos sabem, não é tão antiga como se imagina. Em Veneza, na década de 50, Giuseppe Cipriani, proprietário do famoso Harry’s Bar, criou a receita especialmente para a condessa Amalia Nani Mocenigo, que não podia comer carne cozida por recomendação médica. Foi então que o inspirado barman inventou um molho a base de maionese e molho inglês, dando sabor às fatias cruas. O prato ficou famoso mundialmente.
O nome “carpaccio” foi escolhido para homenagear o pintor veneziano do século XV, Vittore Carpaccio, cujas obras estavam sendo expostas na cidade naquele período. O filho de Giuseppe, Arrigo Cipriani, escreveu o livro “Il mio Harry’s Bar“, onde conta histórias de um dos locais mais famosos da Europa na metade do século XX, frequentado por personalidades como Ernest Hemingway, Truman Capote, Maria Callas, Orson Welles, Aristotele Onassis, Woody Allen e, mais recentemente Nicole Kidman, todos clientes do Bar, que ainda existe na Calle Vallaresso, 1323.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção na Itália quando falamos em comida é que, além do hábito de comer massa todo o dia, você encontra nos supermercados e nos restaurantes cortes e pratos de carne de cavalo. A Itália é um país onde o consumo de carne equina é bastante elevado: cada habitante consome cerca de 1,3 kg/ano enquanto a média da União Europeia é de 0,4 kg/ano. Em certas regiões da bota como na Puglia o consumo da carne equina chega a 32,2% do consumo nacional. Em seguida vêm Lombardia (14,3%), Piemonte (10,8%), Emilia Romagna (9,2%), Vêneto (7,6%) e Lazio (5,5%).
Porém a produção equina nacional não é suficiente para cobrir a demanada interna e grande parte vem do leste europeu. Os corte da carne equina são bastante símiles ao corte bovino, e têm os mesmos nomes dados na Itália. Os valores nutricionais da carne de cavalo são ricos em proteínas como qualquer outra carne, mas com duas particularidades que a tornam única: um elevado conteúdo de ferro (3,9mg/100g), quase o dobro no confronto com outras carnes. Além disso possui baixa quantidade de gordura, pouco colesterol e pouca caloria. Graças a isso, é digerível mais facilmente.
A carne equina pode ser comida por qualquer pessoa, mas é altamente indicada para pessoas que sofrem de anemia, quem está de dieta, colesterol alto, e é uma boa alternativa para as crianças. Além disso, é uma das poucas carnes que possui açúcar (em particular o glicogênio, uma reserva energética para os músculos) é por isso levemente doce seu sabor.

A Ciccotuscia é uma manifestação em Viterbo que tem de tudo, no que se refere a doces de chocolate. O objetivo do evento é de redescobrir os valores do doces de forno, preparados “como antigamente”, ou seja, quando a cultura e a tradição tinham uma forma sólida e perfumada. Alguns dos doces estão intrinsicamente ligados a certos períodos do ano, como a Páscoa e o Natal, mas outros estão desvinculados deste temporalidade.
Os doces da Cioccotuscia são preparados de acordo com receitas originais e com métodos artesanais, a partir do uso de matérias-primas locais e de primeira qualidade. Depois de satisfeito, um belo modo para eliminar as calorias recém consumidas é um passeio no centro de uma das mais belas cidades da região do Lácio, que nem mesmo o esplendor de Roma consegue ofuscar. O velho bairro medieval de San Pellegrino, por exemplo, está quase intacto e proporciona diversas emoções.
Mais cedo ou mais tarde chega-se à piazza del Plebiscito e mais adiante à Chiesa di Santa Maria Nuova uma das mais antigas, datada de 1080 e construita sobre as ruínas de um templo dedicado ao deus Júpiter. Em um ângulo externo do edifício encontra-se um púlpito de onde, reza a lenda, São Tomás de Aquino fez sua pregações em 1266.

O queijo caciocavallo ragusano, conhecido somente como Ragusano é um dos queijos mais antigos da Sicília, popular no mundo inteiro, produzido principalmente na província de Ragusa, da qual deriva o nome.
Este queijo de sabor peculiar é protagonista de um comércio muito intenso além dos confins do Reino da Sicília desde o século XIV. Em 1515, na obra “Ferdinando o Católico e Carlos V”, Carmelo Trasselli comenta uma “isenção de taxas” para o queijo ragusano, o que confirma a grande demanda de produto desde épocas remotas.
Possui uma forma retangular (13-15 cm de altura e 40-45 cm de comprimento), pesa normalmente mais de 10 kg. É produzido com leite bovino integral de vacas da raça Modicana, típica da ilha e o tempo de maturação vai de 4 meses a um ano, dependendo da intensidade do sabor que se deseja.
O sabor é doce, agradável, delicado e, se a maturação for prolongada, adquire um gosto levemente picante. É muito utilizado na preparação de pratos típicos sicilianos e os vinhos aconselhado para acompanhá-lo são: para o queijo de pouca maturação (Marsala) e para aquele de longa (Etna Rosso, Cerasuolo di Vittoria e Faro Rosso).

A Itália, todos sabem, tem uma rica culinária, das mais admiradas, saboreadas e copiadas de todo o mundo. E os queijos italianos merecem os memos adjetivos, graças à variedade e qualidade. Um dos mais famosos nos quatro cantos do planeta é o Gorgonzola, cuja origem remonta ao final do século X, na cidadezinha homônima de Gorgonzola, perto de Milão.
O queijo gorgonzola foi reconhecido pela Comunidade Européia e entrou para a lista de produtos DOP (denominação de origem protegida). É produzido principalmente nas regiões da Lombardia e do Piemonte, no norte. É um queijo que pode ser considerado cru de cor branca, atravessado por “riscos” verdes que são na verdade fungos especiais e que dão o sabor característico ao produto.
O processo de produção do queijo é com leite pasteurizado, misturado com fermentos lácteos e fungos selecionados. A maturação dura no mínimo dois meses para a variedade doce e mais de três meses para o tipo picante. É bastante utilizado na culinária, sendo misturado a risotos, massas dos mais variados tipos, polentas ou até mesmo servido sozinho. Combina com vinhos tintos robustos e deve ser conservado em papel alumínio, após a remoção da crosta.

O espaguete à matriciana é um dos símbolos da tradição culinária italiana. A receita original vem da cidade de Amatrice, um pequeno vilarejo na região do Lácio. No passado, o prato era muito simples e alimentavam os pastores. Consistia somente de espaguete, guanciale (bochechas de porco) e queijo pecorino, nada mais.
Ingredientes:
* Guanciale (ou pancetta) -100 gr.
* Azeita de oliva extra virgem - 1 colher
* Queijo Pecorino - 75 g
* Pimenta-do-reino - a gosto
* Pimenta malagueta -1
* Tomates (polpa ou pelado) 350 g
* Espaguete 400 g
* Vinho branco seco - 1 copo
Preparação: corte fora a crosta do guanciale e o corte em cubinhos, colocando-o logo em seguida para fritar em uma frigideira com o azeite, adicionando a pimenta malagueta triturada. Quando a parte gordurosa do guanciale ficar transparente, adicione o vinho branco e deixe-o evaporar.

Quem pensa que a lasanha é um prato recente, erra feio. Na verdade, a história desta receita deliciosa receita tem suas raízes nada mais, nada menos que nos tempos do Império Romano. Obviamente, naquele período a lasanha não era como nós a conhecemos hoje, mas consistia em alguns pedaços de massa, cortados em quadrados, cozidos em uma panela e comidos com legumes e queijo.
Durante muitos séculos a lasanha continuou sendo feita desta forma, e era chamada pelos Romanos de “lasana” ou “lasanum”, que em latim significa “vaso, recipiente”. Isto mais ou menos até o século XIV. Francesco Zambrini, um estudioso do século XIX, descobriu receitas antigas nas quais a lasanha era colocada em tiras ou poderia ser deixada intacta, com várias camadas recheadas de queijo.
Após esta descoberta, Zambrini publicou a receita em um livro de culinária e, graças a ele, a partir de então a lasanha foi feita sempre como a conhecemos hoje, em camadas. Com o passar do tempo, a lasanha tranformou-se em um prato muito popular e amado no mundo todo, graças a alguns restaurantes de Bolonha, que criaram a famosa lasanha à bolonhesa e começaram a servir aos clientes no início do século XX. Mas a consagração veio em 1935, quando o jornalista Paolo Monelli cita o prato no seu livo intitulado “Il ghiottone errante” (O glutão errante). Hoje a lasanha pode ter os mais diversos tipos de recheios, desde os tradicionais, até invenções caseiras.

Algum tempo atrás já havíamos mostrado a receita do Espaguete à Carbonara. Hoje contaremos a história, que na verdade não é uma só, mas várias hipóteses, de como foi criado o prato. A primeira liga o prato aos “carbinai“, as pessoas que produziam o carvão vegetal nos bosques, mas segundo experts falta fundamentação, porque essas pessoas ficavam meses longe de casa, o que é incompatível com a conservação dos ingredientes, como o ovo, por exemplo.
A segunda hipótese prevê que a carbonara tenha sido inventada por um cozinheiro que fazia parte dos carbonari, um grupo de revolucionários que lutou contra a invasão austríaca no norte da Itália, entre o final do séc. XVIII e a guerra pela independência italiana.
A terceira opção, muito sugestiva aliás, conta que o prato foi criado em 1945 quando os soldados americanos entraram em Roma no final da segunda guerra mundial. Eles pediriam nos restaurantes ovos, bacon e massa. Os chefs romanos, para satisfazê-los, teriam servido o guanciale (um tipo de bacon italiano feito com as bochechas do porco), ovos fritos e espaguete puro, sem temperos e sem gosto. E os soldados teriam, enfim, misturado tudo pra ficar mais saboroso, criando sem querer o avô do célebre prato.
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